Menu
Busca sexta, 23 de julho de 2021
Busca
(67) 3345-4200
Campo Grande
32ºmax
14ºmin
Notícias

MS negocia formas de garantir receita gerada pela importação do gás natural da Bolívia

06 dezembro 2017 - 00h00Por Semagro MS

O fornecimento de gás natural da Bolívia para o Brasil foi um dos temas de reunião na manhã desta terça-feira (5) em Brasília entre os presidentes Evo Morales e Michel Temer. Em 2019 termina o contrato de importação de gás da Petrobras com o país vizinho e a nova política de compra está em discussão.

 
O contrato atual prevê o fornecimento de 30 milhões de metros cúbicos diários ao Brasil, que são importados por Corumbá, justificando o interesse de Mato Grosso do Sul na comercialização. Por isso, o governador Reinaldo Azambuja e o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), acompanham a discussão em Brasília.
 
Com o aumento da produção nacional de gás e o acionamento das termelétricas, o consumo do produto boliviano pela Petrobras está instável, variando entre 15 milhões de metros cúbicos a 30 milhões de metros cúbicos, conforme o dia. O consumo afeta diretamente as finanças do governo de Mato Grosso do Sul, que recebe ICMS (Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços) sobre a importação  do combustível.
 
O Governo boliviano também manifestou interesse em fornecer gás natural para a UFN 3, fábrica de fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas. A venda com mais de 80% das obras concluídas, a unidade vai precisar de 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia para operar e a estatal deixou claro que o comprador terá que se responsabilizar pela compra do insumo.