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MG se consolida como 2° maior produtor de cana-de-açúcar do país

12 maio 2011 - 11h14Por SEAPA-MG
MG se consolida como 2°  maior produtor de cana-de-açúcar do país

A produção mineira de cana-de-açúcar está em alta, e a previsão para esta safra é de 58,1 milhões de toneladas destinadas à indústria sucroalcooleira. A produção é recorde e aponta crescimento de 3,8% em relação ao ano passado.

De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado também registrou crescimento na área plantada, passando para 740 mil hectares, com aumento de 12,2%. Com esses números, Minas Gerais se consolida como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do país. Os números foram analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Do total de cana-de-açúcar encaminhado às usinas, 54% são destinados à produção de etanol e 46% para a  produção de açúcar. Segundo o superintendente de Economia e Política Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, neste início de safra, as usinas estão sinalizando opção pelo açúcar por questões de mercado.

– A Índia, um dos principais países consumidores de açúcar do mundo, enfrentou problemas climáticos em três safras seguidas, e o Brasil está aproveitando as oportunidades oferecidas pelo mercado mundial. Além da demanda externa, ainda existe o crescimento do consumo interno – explica Albanez.

O Brasil é o principal país exportador de açúcar, respondendo por 52% das vendas internacionais.

Como conseqüência, a expectativa é de que a produção mineira de açúcar registre crescimento de 10,5%, em relação à safra passada, passando para 3,6 milhões de toneladas. Já a produção prevista de etanol será de 2,5 bilhões de litros, com redução de 3,2%. Na análise do Superintendente da Seapa, os números poderão ser modificados com o avançar da safra.

A expectativa é de que as usinas acompanhem a evolução dos mercados internacional e nacional quanto às demandas de açúcar e etanol.

– A Índia está com boa expectativa de produção nesta safra, e a pressão sobre o mercado internacional de açúcar deve diminuir – afirma. 

Com isso, as usinas poderão optar para um ou outro produto, em função do mercado.

Segundo João Ricardo Albanez, este quadro poderá incentivar as usinas flex (produtoras de açúcar e álcool) a voltarem a produzir etanol para abastecer o mercado interno.