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PECUÁRIA

Mercado de reposição registra baixo volume de negócios no início de janeiro

As festas de fim de ano e período de recesso nos primeiros dias de 2022 esfriaram as negociações de bovinos jovens

11 janeiro 2022 - 11h24Por DBO Rural

Nesta primeira semana do mês, o mercado brasileiro de animais de reposição ficou praticamente estagnado, apesar das recentes valorizações nos preços do boi gordo. Na avaliação dos analistas, as festas de fim de ano e período de recesso neste início de 2022 esfriaram as negociações de bovinos jovens.

“Muitos leilões ainda não retornaram”, informa a IHS Markit. Com os compradores ausentes, as cotações dos animais de reposição ficaram praticamente estáveis na primeira semana do ano, em relação à semana anterior, relata a Scot Consultoria.

Porém, na comparação anual, considerando o valor médio de todos os estados pesquisados, os animais anelorados estão com preços mais altos neste início de 2022, acrescenta a Scot. Nas contas dos analistas, boi magro, garrote, bezerro de ano e de desmama estão custando 13,1%, 15,9%, 17,4% e 18,8%, respectivamente, a mais para os recriadores/invernistas, em relação aos preços de igual período do ano passado.

De acordo com a Scot, as fêmeas apresentam cenário semelhante: as cotações da vaca magra, novilha, bezerra de ano e de desmama aumentaram 16%, 13,7%, 19,3% e 21,0%, respectivamente, considerando a mesma base de comparação. No entanto, preveem os analistas, no curto prazo, os negócios no mercado de reposição devem ser retomados, uma vez que a condição dos pastos está melhorando devido às chuvas que ocorrem na maior parte do País – com exceção da região Sul, onde os negócios podem minguar neste começo de ano devido à ausência de precipitações.

Analistas da IHS também acreditam que o setor de reposição deve ganhar maior tração na próxima semana. De qualquer forma, dizem os especialistas da IHS, os poucos e isolados registros de negociações sugerem um ambiente de preços firmes, já que a oferta de animais comercializados segue bastante enxuta.

Segundo a IHS Markit, o processo de retenção de matrizes e a maior procura por fêmeas contribuiu para uma menor disparidade com relação aos preços oferecidos nos machos. “Atualmente, os preços de novilhas para corte com bom acabamento chegam a se equiparar aos valores de machos”, informa a IHS.

Giro pelas praças –No interior paulista, bezerros seguem sendo negociados acima de R$ 2.900/cabeça, ao passo que garrotes com até 12 arrobas são precificados acima do valor de R$ 4.200/cab., relata a IHS. O fluxo de negócios no Mato Grosso do Sul também evoluiu de forma muito lenta neste início do ano. A oferta de animais nos leilões é baixa no Estado, mas a liquidez foi suficiente para sustentar os preços entre todas as categorias, relata a IHS.

No Mato Grosso, os preços chegaram a ensaiar modestas altas para algumas categorias nesta primeira semana do ano. “Destaque para os negócios envolvendo garrotes e novilhas com mais de 10 arrobas”, informa a IHS. Na demais regiões, as negociações devem ser retomadas na próxima semana, prevê a consultoria.