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BOI GORDO

Mercado brasileiro abre outubro em tom de cautela, à espera de novidades

Preços da arroba seguem estabilizados na maioria absoluta das praças; em SP, macho terminado é negociado por R$ 280/@, no prazo

04 outubro 2022 - 07h39Por DBO Rural

O mercado físico do boi gordo abriu outubro em tom de cautela, com ambas as pontas (comprador e vendedor) na defensiva, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. “A segunda-feira foi de muita morosidade em relação ao fluxo de negócios efetivados, pois boa parte das unidades de abate busca avaliar o resultado das vendas de carne bovina no última final de semana antes de efetivar novas compras de gado”, relata a IHS Markit.

Paralelamente, muitos pecuaristas também oferecem certa resistência em ofertar lotes confinados, à espera de uma recuperação mais consistente na demanda doméstica pela proteína. Nesse contexto, a segunda-feira (3/10) foi marcada pela estabilidade nos preços da arroba do boi gordo na maioria das praças pecuárias do País.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo segue cotado em R$ 280/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 278/@ (preços brutos e a prazo). O boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 290/@ nas praças do interior de São Paulo (preço bruto e a prazo), informa a Scot.

Segundo a IHS Markit, apesar da estabilidade, ainda se nota a sinalização de preços abaixo das máximas vigentes por parte das indústrias frigoríficas, que alegam preocupações em relação ao pleno escoamento da produção. “A estratégia é diminuir estoques nas câmaras frigoríficas antes de elevar o fluxo de compra de boiada gorda”, informa a IHS.

Na B3, os preços futuros do boi gordo voltaram a sinalizar firmeza, sobretudo para as posições a partir de novembro/22. Na avaliação da IHS, o movimento positivo nos preços dos contratos futuros de curto prazo mostra que o setor pecuário ainda acredita em uma melhoria na demanda doméstica pela proteína bovina brasileira, que deve esboçar uma recuperação mais consistente durante o último trimestre de 2022.

No atacado, as vendas dos principais cortes bovinos vêm evoluindo de forma regular, o que manteve estável os preços dos cortes neste começo de semana. As expectativas se voltam para a etapa final desta primeira semana, quando a reposição de mercadoria nos entrepostos de distribuidores e varejistas devem ganhar fôlego com a entrada da massa salarial, observa a IHS.