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Maiores frigoríficos do Brasil vetam compra de gado de 211 fazendas na Amazônia

23 julho 2010 - 00h00Por Globo Rural.

JBS, Marfrig e Minerva, os três maiores frigoríficos do Brasil, anunciaram que suspenderam suas compras de bovinos de 211 fazendas localizadas no bioma amazônico. Segundo as empresas, tais propriedades estão localizadas dentro de terras indígenas e unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas.

A decisão é a primeira etapa do compromisso assumido em outubro de 2009 pelos grupos com representantes da sociedade civil, entre eles o Greenpeace, e órgãos governamentais, como os Ministérios Públicos Federais do Pará e de Mato Grosso. Nesta fase, as empresas líderes do setor de pecuária se comprometeram a cadastrar e mapear todas as propriedades de seus fornecedores diretos. Dessa forma, garantem não adquirir gado proveniente de áreas recém-desmatadas da Amazônia, de reservas indígenas ou de áreas protegidas.

Segundo os frigoríficos, além das fazendas já embargadas, outras 1.787 estão sendo analisadas, para se determinar se não estão localizadas num raio de até 10 quilômetros de áreas desmatadas ou protegidas por lei. As empresas também declararam ter o ponto georeferenciado de mais de 12.500 fazendas, o que representa 100% da cadeia de fornecedores diretos dos grupos na região amazônica. Para organizar os dados do georreferenciamento das propriedades, é necessário que cada fazenda tenha um Cadastro Ambiental Rural (CAR), que possibilita uma identificação precisa dos fornecedores de carne bovina. O grupo Marfrig, inclusive, afirmou que, a partir de 13 de novembro, só comprará gado de fazendas que estejam com o CAR regularizado.

Apesar desse primeiro passo das grandes companhias, ainda há muito a ser feito. No Mato Grosso, por exemplo, estado com o maior rebanho bovino do Brasil, menos de 5% das fazendas estão cadastradas no sistema de licenciamento ambiental do governo estadual. No Pará, o número de propriedades cadastradas subiu de 300 para 19 mil em menos de um ano, mas essa quantidade ainda representa apenas 9% do total de fazendas paraenses.

Além disso, JBS, Marfrig e Minerva responderiam por 36% do abate na Amazônia Legal em 2009, de acordo com o Greenpeace. O restante teria sido proveniente de frigoríficos de médio e grande porte, que não necessariamente assumiram um compromisso com o desmatamento zero na região.

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