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Maia recebe visita do presidente da Assocarnes

28 julho 2010 - 19h50Por Jefferson da Luz - Via Livre Comunicação.

Na manhã de hoje, o presidente da Assocarnes (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne do Estado de Mato Grosso do Sul), João Aberto Dias, reuniu-se com o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, na ocasião os dois representantes discutiram formas de aproximar os dois elos da cadeia da carne, pecuaristas e industriais.

“A Acrissul entende que é muito importante que esses dois lados estejam organizados e unidos para manterem um bom relacionamento e estreitarem a distância existente. Criar elos de confiança”, disse Maia . 

“Temos de entender que o problema de um é o problema do outro também. E o que é ruim para um é ruim para o outro. É importante que pecuaristas e frigoríficos estejam estruturados e saudáveis financeiramente, para que cada um seja remunerado com justiça”, afirma. 

A Assocarnes representa 24 indústrias frigoríficas de Mato Grosso do Sul, a maioria de pequeno e médio porte. Com o crescimento das grandes indústrias, a situação dos pequenos tem se complicado. “Somos contra a concentração da indústria”, diz Dias. “Isso é algo nocivo a economia, é competição desleal, eles têm benefícios fiscais e crédito abundante. Quando um grande frigorífico começa a pagar R$ 2,00 a mais na compra a prazo, os pequenos não tem condições de segurar. Além disso, enquanto a gente paga 5%, 6% de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], os grandes não pagam nada [em produtos exportados sob o benefício da Lei Kandir]”. 

Dias defende uma mudança no sistema de cobrança do ICMS, segundo ele, o pleito não é para baixar a alíquota, mas sim para reformular o sistema de arrecadação que é “engessado”. 

Soluções - A ocasião, os dois representantes das entidades conversaram também sobre o sistema de Compra e Venda Eletrônica de Carne Bovina, mais conhecida como Bolsa da Carne – um instrumento criado pela BMF&F/Bovespa para dar mais segurança ao produtor na hora de receber pelo gado vendido. 

“Nós ajudamos a elaborar o sistema”, revela Dias. “Mas não decolou até agora porque falta crédito. Do jeito que está proposto a indústria tem de fazer o pagamento adiando e sem liquidez não tem como. O Banco do Brasil propôs uma linha de crédito específica para negociações na Bolsa, mas até agora não saiu nada”, reclama. 

Apesar dos problemas que os pequenos e médio frigoríficos enfrentam, há uma ação que promete dar mais competitividade a eles, a criação do SIB (Sistema de Inspeção Brasileiro) que vai facilitar as plantas menores a terem autorização para vender carne em todo o Brasil. Atualmente, existem três tipos de inspeção sanitária: SIM (Sistema de Inspeção Municipal), SIE (Sistema de Inspeção Estadual) e o SIF (Sistema de Inspeção Federal).

“O SIF te dá a oportunidade até de exportar carne, mas é muito difícil de conseguir. Com o SIB amplia os horizontes do pequeno e médio empresário. E pode até possibilitar a reativação das plantas que estão paralisadas hoje em Mato Grosso do Sul, que são dezesseis”, conclui Dias.