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Justiça Federal reúne Ricardo Bacha e índios terenas para tentar novo acordo hoje

29 maio 2013 - 00h00Por Midiamax MS
O produtor rural Ricardo Bacha e representante dos índios terenas se reúnem hoje (29), às 14 horas, na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul para tentar novo acordo em relação ao conflito de terras na região de Sidrolândia. Desde a madrugada do último dia 15, a fazenda Buriti, de propriedade de Bacha está ocupada por índios terenas.
 
Da reunião que será fechada, apenas entre as partes interessadas do processo, deve sair algum resultado quanto à retirada dos pertences da família Bacha da fazenda.
 
O proprietário e sua família saíram da fazenda escoltados pela Polícia Federal após o pedido de reintegração de posse não ser cumprido. Na data, a PF alegou que retirou o fazendeiro da propriedade para manter a segurança dele e o da família.
 
Após esse episódio, os índios deram prazo para que Bacha retirasse os pertences da fazenda para que eles começassem a plantar no local. Ele pediu apoio aos deputados estaduais que foram até Sidrolândia e conseguiram novo prazo com os indígenas para a retirada dos pertences.
 
O prazo venceria hoje, 29 de maio. Mas, como a audiência na Justiça Federal está marcada para a mesma data, os indígenas recuaram e afirmaram se manifestar após a reunião de hoje. Ricardo Bacha, por telefone, se mostrou muito preocupado com toda a situação e assim como os parlamentares do estado que estiveram em Brasília ontem, com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, ministra da Casa Civil Gleisi Hoffman e com o vice-presidente Michel Temer, diz faltar vontade política por parte do Governo Federal para resolver de uma vez por todas os conflitos entre fazendeiros e indígenas.
 
“O Governo vê impedimento legal para comprar as terras e resolver o problema, nós vemos falta de vontade política”. Bacha ainda alerta que a convivência entre os fazendeiros e os indígenas está cada vez mais difícil. “Não há mais convivência pacífica. Precisa resolver”.
 
O fazendeiro pontua também que em casos de conflitos cabe a Justiça decidir, e os fazendeiros já ganharam em duas instências o direito daterra, onde a mesma foi comprovada não ser indígena. “O que falta para resolver”, questiona.