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Indústria de aves estima mortalidade em 50 milhões de unidades

28 maio 2018 - 22h12Por Revista Globo Rural

Cerca de 50 milhões de aves morreram em unidades produtoras pelo Brasil por consequência da paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao sexto dia neste sábado (26/5). A maior parte é de pintos de um dia, que não sobreviveram para serem transferidos às granjas. A estimativa é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne a indústria do setor.

De acordo com a Associação, eclodem por dia entre 21 milhões e 23 milhões de pintinhos. No mesmo dia em que saem dos ovos, eles devem levados para as granjas. Mas, sem os caminhões, esse transporte ficou inviabilizado, levando à mortalidade dos animais. "Os incubatórios não têm estrutura para alimentar. Mesmo que tenha a comida, não tem como dar e acaba morrendo", explicou o diretor de mercados da ABPA, Ricardo Santin, em entrevista a Globo Rural.
 
Nas granjas, a situação é de emergência, de acordo com o executivo da ABPA. A mortalidade de frangos adultos por falta de ração é estimada entre 5 milhões e 10 milhões de unidades. Segundo Ricardo Santin, há informações de mortalidade de lotes inteiros, o que seria algo em torno de 30 ou 40 unidades em uma mesma propriedade.
 
"Vários morrem porque não têm alimento suficiente. Em um lote de 100 mil, morrem mil, porque já vinham fracos e perecem. Está faltando comida, faz três quatro dias. O que as empresas estão fazendo? Se um frango comia x gramas por dia, está comendo 10%, 20% para sobreviver", disse ele. Na manhã deste sábado, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo já tinha a ciência das mortes de "milhões de aves". Mas não deu uma estimativa de quando o abastecimento de rações estaria normalizado, já que, neste primeiro momento, a prioridade do governo é garantir o abastecimento de hospitais e unidades de saúde.
 
Segundo Santin, a indústria de aves espera por uma ação urgente do governo para viabilizar o transporte de ração imediatamente. Ele sugere a organização de comboios para levar para as granjas a alimentação dos planteis. Além da alimentação dos frangos em doses fracionadas, há casos em que os animais recebem apenas o milho ou o farelo, sem a suplementação. O diretor de mercados da ABPA alerta que, se o alimento dos animais não começar a chegar a partir de segunda-feira, existe a possibilidade de unidades produtoras iniciarem o abate sanitário de animais.
 
"Se não conseguir chegar a ração, em alguns casos, vamos ter que fazer. Tem frangos que deviam ser abatidos com 45 dias e já estão com 51 e a comida foi reduzindo. Há frangos que tinham dois dias quando começou a greve", explicou Santin. Atualmente, informou Santin, há cerca de um bilhão de aves no campo em processo de preparação para o abate. Depois de cada ciclo, que leva em torno de 45 dias, há um período de 15 dias de vazio sanitário. São abatidas por ano entre 6,7 bilhões e 6,8 bilhões de unidades.
 
Sem poder liberar a carne, as plantas industriais permanecem com as atividades paralisadas. O que já está pronto permanece congelado nas câmaras frias ou nos contêineres refrigerados. Como a rotatividade no sistema produtivo é intensa, assim que o produto sai do frigorífico, chegam novos lotes. Sem o transporte de um local a outro, todo o ciclo produtivo está interrompido. "Não posso tirar o frango do campo para abater na fábrica porque não tenho como colocar sem retirar produto. Tenho que tirar a carga das fábricas para colocar novo produto para abater", explicou.

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