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Importação deprime ainda mais as cotações

29 setembro 2009 - 00h00Por Gazeta do Povo

Em 2008, a estiagem tirou do Paraná quase 300 mil toneladas de feijão, uma quebra de 27% ante o potencial produtivo (considerando as três safras, que tiveram quebra de, respectivamente, 32%, 20% e 35%).

Ainda assim, na comparação com o ano anterior, a produção foi 2% maior no estado. O Brasil colheu, em três safras, apenas 0,5% menos em 2008. Explica-se: a frustração da safra paranaense foi compensada, ao menos parcialmente, por boas colheitas em estados como Minas Gerais, segundo maior produtor nacional, que colheu safra recorde no ano passado.

Somando primeira, segunda e terceira safras, o Brasil colheu no último ciclo 3,5 milhões de toneladas de feijão. Para suprir o consumo interno, estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em

3,7 milhões de toneladas, recorre, geralmente, à Argentina, de onde compra feijão preto livre de tarifas de importação. Até agosto, o país já havia importado 53,6 mil toneladas do grão. A maior parte (73%) foi de feijão preto que veio da Argentina (61%), China (26%) e Bolívia (10%). Até o final de 2009, as importações brasileiras de feijão somarão 100 mil toneladas, de acordo com estimativa da Conab.

Importar feijão para suprir o consumo residual, uma pequena parcela da demanda interna que a produção não consegue abastecer, é normal no Brasil. Mas é também um dos fatores que ajudam a deprimir os preços recebidos pelos produtores brasileiros. Levantamento da Correpar mostra que o feijão da Bolívia e Argentina chega ao Brasil abaixo do preço de mercado – R$ 54 o preto e R$ 49 o carioca na fronteira. “O preço ao produtor brasileiro poderia ser maior não fosse a entrada de feijão importado”, avalia o analista da corretora Marcelo Lüders. (LG)