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IBGE revela que abate de bovinos em 2009 teve queda de 2,5%

30 março 2010 - 00h00Por IBGE

De acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada hoje pelo IBGE, em 2009 foram abatidas 27,975 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 2,5% menor que a de 2008. Comparando-se 2008 e 2009 quanto ao desempenho mês a mês do abate de bovinos, observam-se dois períodos bem distintos: de janeiro a julho de 2009 o número de cabeças abatidas foi sempre menor do que o de 2008, enquanto que, de agosto a dezembro, passou a ser positivo e crescente.

O resultado comparativo de junho (-1,9%) e julho (-0,5%) já demonstravam uma recuperação no número de animais abatidos, sinalizando que os efeitos da crise financeira internacional estavam mais amenos. Dezembro apresentou 2.560 milhões de animais abatidos, patamar equivalente aos meses de melhor desempenho em 2008.

No acumulado do ano, o Centro-Oeste respondeu por 35,15% de todo o abate nacional de bovinos; e o Sudeste, 23,3%. Mato Grosso é o estado com o maior percentual de abate, 14,29% do total, seguido de perto por São Paulo, 12,7%.

No 4º trimestre de 2009 foram abatidas 7,382 milhões de cabeças de bovinos, um aumento de 10,4% em relação ao 4º trimestre de 2008 e de 2,5% com relação ao 3º trimestre de 2009.

Desde o primeiro trimestre de 2006 o número de cabeças abatidas manteve-se acima dos 7,0 milhões, com exceção do 4° trimestre de 2008 e dos dois primeiros de 2009. O 4° trimestre de 2009 foi o terceiro trimestre consecutivo de crescimento do abate bovino, reflexo da recuperação nas transações com o mercado externo e da demanda interna.

Em termos de peso de carcaças registrou-se 1,770 milhão de tonelada, resultando em aumentos de 12,9% e de 2,5%, respectivamente, em relação ao 4º trimestre de 2008 e ao 3º trimestre de 2009.

Couro - A aquisição de couro cru inteiro de bovino no 4º trimestre de 2009 foi de 8,943 milhões de peças, aumento de 11,4% com relação ao mesmo período do ano 2008 e queda de 2,0% com relação ao 3º trimestre de 2009. A principal origem do couro adquirido (60,1%) foi os matadouros frigoríficos. Apenas 27,9% foram recebidos de terceiros, enquanto que as demais fontes somaram 12,0%.

São Paulo foi o principal estado em aquisição de couro, com 17,6% do total. Rio Grande do Sul vem a seguir, com 14,9%, seguido proximamente por Mato Grosso, com 13,9% das compras do produto.

Quanto ao couro efetivamente industrializado, a produção foi de 8,966 milhões de peças, 10,7% maior que a do 4º trimestre de 2008 e quase a mesma (1,1%) do 3º trimestre de 2009. Observa-se uma industrialização de couro maior do que a aquisição no 4º trimestre. A diferença, de cerca de 0,3% ou aproximadamente 23 mil peças, pode ser creditada à utilização de estoques acumulados em períodos anteriores.