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Guzerá, rusticidade é ponto alto

30 junho 2010 - 00h00Por Estadão.

Pela facilidade de adaptação, a raça zebuína guzerá também está sendo utilizada para produzir leite no Nordeste. "É um animal de dupla aptidão, que vem sendo melhorado para leite há pelo menos 15 anos", diz a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, Maria Gabriela Peixoto. "E os resultados são relevantes, com elevação da média de produção de 2.100 quilos de leite por lactação/vaca para 8 mil quilos."

"Além de apresentar produtividade média muito próxima das raças especializadas, a guzerá é mais adaptável às condições climáticas do Nordeste", diz o diretor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Ceará, Célio Pires Garcia, que faz o controle leiteiro em propriedades da região. "Entre as 10 e 16 horas, quem observar os pastos do sertão verá que as vacas europeias estarão à sombra, ofegantes. E as guzerá estão lá, no pasto."

O especialista destaca o baixo custo para a produção de leite com esses animais. Segundo ele, em condições climáticas adversas, criar raças especializadas só é possível em plantas com instalações mais sofisticadas, com ventiladores e condicionadores de ar.

Sindi. Outra raça zebuína que começa a ser utilizada para a produção de leite é a sindi. Segundo Gabriela, da Embrapa Gado de Leite. "O programa de melhoramento para leite da raça sindi, por meio do teste de progênie, se iniciou neste ano e muito bem." Segundo ela, a raça sindi é explorada em vários rebanhos nordestinos, por ser muito adaptada ao Semiárido. "É uma raça muito dócil e de pequeno porte, o que a faz ideal para a produção em pequenas propriedades", completa a pesquisadora.