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Governo de MS quer autorização para importar 300 mil t de soja

06 agosto 2012 - 21h29Por Noticias MS
Governo de MS quer autorização para importar 300 mil t de soja

O governo de Mato Grosso do Sul quer autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para a importação de 300 mil toneladas de soja para atender as agroindústrias do Estado que tem a oleaginosa como matéria-prima, principalmente as que produzem ração animal. A informação foi divulgada no sábado (4), pelo próprio governador André Puccinelli, durante a inauguração da ampliação da unidade de abate e processamento de suinos da Coopercentral Aurora Alimentos, em São Gabriel do Oeste.

Puccinelli disse que as articulações para que a compra externa seja autorizada já começaram a ser feitas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur). "Estamos, com a [secretária] Tereza Cristina, indo atrás de ver o problema da falta de farelo de soja que deve acontecer em dois meses", disse, manifestando preocupação. "Pedimos a importação de 300 mil toneladas para as indústrias moerem e, assim, ter o alimento [para a criação animal]".

A intenção, conforme o governador é conseguir que todo esse procedimento aconteça rapidamente. "Vamos pedir agilidade, dizer que não pode demorar trinta dias, se não, o preço ficará absurdo", explicou. Segundo o presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, vai faltar farelo de soja devido à quebra de produção causada principalmente pela seca nas regiões produtoras da Argentina, Uruguai e no sul do Brasil. "Gostamos de ver o governador sinalizar com a possibilidade de trazer soja da Bolívia.

Precisamos mesmo que nos ajude com o Ministério. O preço está alto, mas pior ainda será não ter o produto", disse o empresário durante a inauguração. Panorama O preço da soja, segundo especialistas ouvidos pelo Agrodebate na semana passada, vive um momento de escalada nos mercados nacional e internacional, provocado principalmente pela quebra de safra nos Estados Unidos em razão da seca que atinge o meio oeste do país.

O presidente da Associação dos Produtores da cultura em Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Almir Dalpasquale, já alertava ao Agrodebate há pouco mais de um mês que a tendência do mercado era de que os preços continuassem em alta.

Além do efeito EUA, ele citava uma série de outros fatores para justificar o movimento de alta da commoditie, como a migração de parte dos produtores norte-americanos para o milho, a quebra de safra de 11 a 12 milhões de toneladas na América do Sul e o fato dos estoques mundiais já estarem baixos e a demanda elevada.

Dalpasquale lembrou que no início de julho do ano passado, o valor da saca estava sendo comercializada em Mato Grosso do Sul no patamar de R$ 40. Nesta segunda-feira (6), o valor chegou a R$ 81(102,5%), em Dourados (MS) e a R$ 74 em Rondonópolis, em Mato Grosso.