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MEIO AMBIENTE

Governo de MS destina R$ 6 milhões para projetos de enfrentamento às mudanças climáticas

O Edital deve ser publicado nos próximos dias e será voltado a pesquisadores vinculados às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e Universidades sediadas no Estado

03 abril 2024 - 08h13Por Semadesc

O governador Eduardo Riedel assinou, na manhã de segunda-feira (1º), durante o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas que acontece no auditório do Sebrae/MS, autorização para que a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect) realize chamada pública destinando R$ 6 milhões para apoiar projetos voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas no Mato Grosso do Sul.  O Edital deve ser publicado nos próximos dias e será voltado a pesquisadores vinculados às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e Universidades sediadas no Estado.

O objetivo é gerar bases gerencial e metodológica para o desenvolvimento de tecnologias, produtos, processos, serviços, políticas públicas e outros ativos visando, obrigatoriamente, o enfrentamento das mudanças climáticas. “Não há desenvolvimento sem sustentabilidade. Não há como discutir preservação sem discutir valor, quem vai pagar por isso. Esse é o caminho que Mato Grosso do Sul escolheu para trilhar e serei extremamente leal a esses valores”, disse Riedel.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o secretário executivo de Ciência e Tecnologia da pasta, Ricardo Senna, e o diretor presidente da Fundect, assinaram conjuntamente o documento. Após avaliar todas as iniciativas já tomadas pelo Governo visando transformar Mato Grosso do Sul Estado Carbono Neutro até 2030, Verruck concluiu dizendo que não se resolve os problemas relacionados ao aquecimento global sem recorrer à ciência, o que justifica o Edital da Fundect nesse sentido. “Não há outro caminho que não passe pela academia”, completou.

No mesmo evento o governador firmou Termo de Cooperação com o Sebrae/MS, que estará encarregado de identificar potencialidades e vulnerabilidades dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul em relação às mudanças climáticas e criar uma agenda local de trabalho com essa finalidade, baseando-se na Metodologia Território Carbono Neutro através de Sistema Roadmap (ferramenta visual utilizada por empresas para organizar, gerenciar e acompanhar projetos).

O Fórum

O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas foi realizado na segunda e terça-feira (1º e 2 de abril), nos espaços de eventos do Sebrae/MS, em Campo Grande. A abertura aconteceu às 9 horas com a participação do governador Eduardo Riedel, secretários de Estado Jaime Verruck (Meio Ambiente), Eduardo Rocha (Casa Civil), Rodrigo Perez (Governo), deputados estaduais Paulo Duarte e Rinaldo Modesto, o superintendente do Sebrae/MS Cláudio Mendonça, os presidentes da Acrisul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), Guilherme Bumlai, e da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, que também preside o Conselho Deliberativo do Sebrae/MS. Estavam presentes, ainda, representantes de entidades ambientais, pesquisadores, técnicos, empresários e gestores ligados à área.

O pesquisador Daniel Vargas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez a palestra de abertura oferecendo elementos para provocar uma reflexão sobre a postura que o Brasil e outros países tropicais devem adotar nos fóruns mundiais que criam as regras ambientais. Vargas entende que o Brasil tem muito a oferecer para o equilíbrio mundial das emissões de GEE (gases do Efeito Estufa), no entanto é tratado como parte do problema. Com doutorado em Direito pela Universidade de Harvard (EUA), Vargas é coordenador do Observatório de Bioeconomia da FGV e coordenador de Pesquisas do FGV Agro.

Durante o período da tarde acontecem dois painéis temáticos. No primeiro, intitulado “Agenda climática: missões e mitigação”, especialistas como Renato Roscoe, Jeconias Júnior e Mônica de Los Rios discutem sobre a adesão dos municípios à agenda climática, estratégias estaduais de Redd+ jurisdicional, e o papel do setor produtivo nesse contexto.

O segundo painel, “Conectando os três pilares da sustentabilidade na prática”, trará reflexões sobre ações de restauração como indutoras de desenvolvimento, produção sustentável e seus impactos sociais, e a contribuição do turismo para a ação climática, além do Programa MS Carbono Neutro 2030.

No segundo dia de evento (2 de abril) serão realizadas oficinas práticas, todas voltadas para a aplicação de soluções sustentáveis em diferentes setores, como pecuária, manejo do fogo, estratégias de carbono neutro, conservação de recursos hídricos e modelos inovadores de agropecuária sustentável.