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Frango vivo: semana encerra estável nas principais praças

27 março 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

A semana do mercado de aves no país termina com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, indicando que as vendas de carne de frango no atacado na Grande São Paulo se enfraqueceram ainda mais nos últimos dias, diante dos desdobramentos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

O analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, apontou que o momento vem sendo bastante complicada para o mercado de carnes em geral, com o volume de embarques caindo sensivelmente e um quadro bastante delicado, diante de diversos países que anunciaram embargo ao produto brasileiro. A situação, de maneira geral, deve trazer algumas alterações ao setor, principalmente a partir da próxima segunda (27), quando os dados de exportação semanais serão divulgados e também com a carne que não foi embarcada se acumulando nas câmaras frigoríficas.

Ao longo da semana, os preços ainda não apresentaram muitas novidades nas principais praças. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a praça de Minas Gerais foi a única a mostrar uma variação negativa de preços, de -1,79%, encerrando com as negociações a R$2,75.

As demais praças se mantiveram estáveis nos números, com a maior referência sendo observada em São Paulo, também a R$2,75.

Retração


Iglesias lembra que os preços da avicultura já apresentam certa retração, sobretudo nos pintos de corte. Na avaliação do Cepea, também é indicado que os preços dos cortes recuaram: entre 16 e 23 de março, o peito de frango resfriado teve uma desvalorização de 5,2%, com o quilo cotado a R$4,88. As baixas, entretanto, só não são maiores devido à oferta reduzida de animais para abate no primeiro trimestre deste ano.

Exportações

No levantamento semanal do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgado na última segunda-feira (20), até a terceira semana de março foram embarcadas 197,3 mil toneladas de carne de frango "in natura", crescimento de 16,7% em relação ao mês anterior e queda de 9,4% em relação a igual período de 2016. A receita é de US$329,5 milhões, com o preço da tonelada a US$ 1.669,8.

Ao contrário do que ocorre no mercado de carne bovina, no qual o Brasil poderá ter seu lugar tomado pela Austrália na importação desses produtos para a China, a concorrência no mercado de aves, apesar de ser uma possibilidade, é mais delicada. O analista da Safras & Mercado lembra que o principal concorrente seria os Estados Unidos, mas como há a presença de uma cepa de Influenza Aviária no país, afetando diversas granjas, as pretensões de tomada de algum mercado brasileiro são mais travadas.

No entanto, os embargos começam a se refletir no mercado. Ontem, o presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, disse, em entrevista ao Notícias Agrícolas, que 45 contêineres com carne de frango estavam parados nos portos da China.

“Essa é uma grande preocupação, uma vez que em torno de 43% do que exportamos de carne de frango vai para o mercado chinês. Atualmente, temos 217 contêineres destinados ao país, 45 já estão lá e mais 45 parados no Porto de Paranaguá. Ainda temos 127 em trânsito, mas é preciso acompanhar, pois a China anunciou que manteria a suspensão por sete dias. Esperamos que a nação volte atrás na medida”, disse o presidente.