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Fitch eleva ratings da JBS

26 julho 2010 - 00h00Por BeefPoint.

A JBS anunciou na semana passada a precificação da sua oferta de Títulos de Dívida, com a conclusão agendada para quinta-feira, 29 de julho de 2010. O montante principal é de US$ 700 milhões, com um cupom de 8,25% e vencimento em 2018. A Companhia pretende usar estes recursos para melhorar o perfil do endividamento através do refinanciamento da dívida de curto prazo e melhorar sua liquidez, bem como reforçar a sua posição de caixa.

Essa semana a Fitch Ratings elevou a nota de crédito da JBS de B+ para BB-, três níveis abaixo do grau de investimento.

"A elevação dos ratings da JBS se apoia no fortalecimento do perfil de negócios da JBS, após a conclusão da aquisição de 64% do capital da Pilgrim's Pride Co. (PPC) e da fusão com a Bertin, em dezembro de 2009. Estas transações foram financiadas, principalmente, pela emissão de US$ 2 bilhões em debêntues conversíveis e por R$ 1,6 bilhão de aumento de capital em maio de 2010. As aquisições permitirão à JBS consolidar sua posição de liderança nos principais segmentos em que atua; melhorar a diversificação geográfica e de produtos; e aumentar a escala dos negócios, nos Estados Unidos e no Brasil. Estas aquisições adicionam US$ 900 milhões ao EBITDA da empresa, e o potencial ganho de sinergias da JBS com as companhias adquiridas deverá resultar em maior capacidade de geração operacional de caixa de 2010 em diante", afirmou a Fitch em comunicado.

Segundo a Agência, "os ratings da JBS incorporam os riscos das commodities e de sazonalidade associados ao mercado de proteína animal, bem como a ainda elevada alavancagem financeira da empresa, resultante da agressiva estratégia de expansão nos últimos anos. Os ratings também incorporam as expectativas de que a JBS mantenha alta posição de liquidez e de que suas medidas de crédito se fortaleçam gradativamente, à medida que a empresa comece a consolidar os resultados de suas recentes aquisições (PPC e Bertin)".

A JBS também se beneficia de sua diversificação geográfica, tanto no Brasil, com unidades de produção em 12 estados brasileiros, como internacionalmente. A diversificação geográfica de seus negócios atenua os riscos relativos a surtos de doenças, à imposição de restrições sanitárias por governos, a concentrações de mercado, bem como a tarifas e cotas aplicadas regionalmente por alguns blocos e países importadores. Os negócios da JBS estão expostos à volatilidade dos custos da matéria-prima, gado vivo; aos preços locais e internacionais da carne; a desequilíbrios entre oferta e demanda no mercado de proteínas; e a pressões competitivas por parte de outros produtores e exportadores, brasileiros ou internacionais.

Na semana passada, a Standard & Poor's subiu a nota da empresa em dois níveis para BB, igualando a classificação à da Tyson.