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FAO alerta para risco de nova pandemia de gripe aviária no mundo

29 janeiro 2013 - 01h52Por AGÊNCIA BRASIL

 Uma nova pandemia da gripe aviária pode se instalar no mundo caso os países não invistam em vigilância e controle. Em um comunicado divulgado nesta terça, dia 29, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta que uma possível redução de investimentos nessas áreas em função da crise econômica mundial pode reproduzir o cenário de 2006, quando a doença afetou mais de 60 países.

Ao defender uma vigilância rigorosa da doença, o diretor Veterinário da FAO, Juan Lubroth, lembrou que alguns países da Ásia ainda registram a ocorrência da gripe H5N1. Segundo ele, o investimento em prevenção é a forma mais adequada de evitar os prejuízos de uma pandemia em larga escala. Mas Lubroth reconhece que a crise que afeta economias dos países mais desenvolvidos pode ameaçar tanto o orçamento de governos quanto o de organizações internacionais.

Na nota, a FAO destaca que, entre 2003 e 2011, a doença levou à morte ou ao abate de mais de 400 milhões de frangos e patos domésticos, totalizando um prejuízo de cerca de US$ 20 mil milhões. O vírus H5N1 também pode ser transmitido aos seres humanos. No mesmo período, o vírus infectou mais de 500 pessoas e matou mais de 300, de acordo com o organismo das Nações Unidas.

Segundo a FAO, a maior parte dos 63 países afetados pela pandemia de 2006, como a Turquia, Hong Kong, a Tailândia e a Nigéria, estão livres do vírus, e a Indonésia tem apresentado “progressos substanciais” no combate a doença, como resultado de “muitos anos de trabalho árduo e de compromisso financeiro internacional”.

A organização ainda alerta para outras ameaças crescentes como a peste dos pequenos ruminantes (PPR), uma doença altamente contagiosa que pode dizimar rebanhos de ovelhas e cabras. De acordo com a nota, a doença está em expansão na África Subsaariana, ameaçando países como o Congo, e começa a se disseminar no Sul da África.

Segundo a FAO, existe uma vacina eficaz para a PPR, mas poucas pessoas foram imunizadas.