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EUA: demanda do Oriente Médio resiste à crise

30 novembro 2009 - 00h00Por BeffPoint

Devido à desaceleração global da economia, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos para a maioria das regiões desaceleraram com relação ao ano anterior. Uma exceção tem sido o Oriente Médio, que apresentou um crescimento excepcional nas compras.

O volume total de exportações de carne bovina para a região até setembro aumentou em cerca de 4%. As exportações de cortes in natura, entretanto, mais que dobraram em volume com relação ao ano anterior, aumentando de cerca de 7,44 mil toneladas para quase 16,19 mil toneladas.

O diretor regional da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (U.S. Meat Export Federation - USMEF) para Europa, Rússia e Oriente Médio, John Brook, disse que a economia da região tem sido surpreendentemente forte e resistente comparado com muitas outras áreas e isso tem ajudado a aumentar a demanda. Ele também disse que os estabelecimentos de varejo e foodservice no Oriente Médio estão se tornando mais modernos e eficientes, o que torna a carne bovina de alta qualidade mais comercializável.

"O que é mais extraordinário sobre o Oriente Médio é que parece que a crise econômica de todo o mundo quase passou por lá. Um ano atrás, nós estávamos muitos preocupados", disse Brook. "Estávamos muito preocupados que as coisas poderiam cair dramaticamente. No entanto, essa é uma área que realmente parece não ter sido muito afetada pela crise econômica global. O consumo de alimentos permaneceu muito firme e está crescendo. O que está mudando bastante no Oriente Médio é que tem havido uma grande mudança nas formas tradicionais de vendas e mercados tradicionais - tendo agora muito mais redes varejistas ocidentalizadas e existe um enorme crescimento na quantidade de franquias de restaurantes bem conhecidos nos EUA, crescendo muito, muito rápido na região. Está se produzindo uma forte demanda por carne bovina de qualidade".

Brook disse que o Oriente Médio é um mercado muito competitivo, mas ele vê espaço para uma variedade muito ampla de produtos. "A Austrália é nosso principal competidor nessa área e eles estão trabalhando muito bem. O produto deles é oriundo de animais criados a pasto. Eu não sei se (os consumidores nessa área) fazem muita diferenciação entre a carne de animais criados a pasto e a de animais criados confinados. Existe espaço nesse mercado para ambos os produtos. Existe demanda por carne de qualidade nessa área. É realmente uma questão de qualidade - é isso que eles querem".