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Mercado da carne

Escalas de abate dão sinais de redução, resultando em maior volatilidade aos preços da arroba

A atual demanda por boiada gorda está sendo puxada por indústrias frigoríficas que atuam m

09 novembro 2022 - 11h18Por José Roberto dos Santos
Escalas de abate dão sinais de redução, resultando em maior volatilidade aos preços da arroba

Nesta terça-feira, 8 de novembro, a grande novidade no mercado físico do boi gordo foi o relato dos frigoríficos sobre a dificuldade em estender as suas escalas de abate, informa a IHS Markit.

“Embora o volume de negócios ainda siga a passos lentos nas principais praças pecuárias do Brasil, crescem os relatos de que a oferta de animais terminados está diminuindo gradualmente”, ressaltam os analistas da consultoria.

Algumas indústrias brasileiras optam por regular os abates diários ou realocar lotes em suas programações, o que sugere que as escalas estão apenas virtualmente longas, acrescenta a IHS.

Neste contexto, apesar de pontuais, foi possível observar tímidas reações nos preços do boi gordo em algumas praças do País, observa a IHS.

Na avaliação da consultoria, a atual demanda por boiada gorda está sendo puxada por indústrias frigoríficas de médio e pequeno portes, que atuam majoritariamente no mercado interno.

“As plantas exportadoras ainda limitam o ritmo de suas aquisições de animais terminados por se valerem de lotes oriundos de contratos a termo (negociação antecipada entre indústrias e pecuaristas)”, relata a IHS.

No entanto, a recente alta nos preços da proteína bovina no atacado brasileiro vem possibilitando uma modesta melhora na procura por animais prontos para abate.

“A oferta de boiada confinada nas praças brasileiras também já diminuiu muito, o que permite alguns pecuaristas barganharem preços maiores pelos lotes remanescentes”, informa a IHS.

No interior paulista, por exemplo, alguns lotes de boi gordo voltaram a ser negociados até R$ 280/@ (valor bruto, à vista), dependendo do tamanho, qualidade e localização do lote, aponta a consultoria.

Nas praças do Mato Grosso e de Tocantins, continua a IHS, alguns frigoríficos locais também optaram por ofertar preços mais firmes pela boiada terminada para estimular novos negócios.

Porém, em algumas outras praças, foram registrados novos ajustes negativos nas cotações da arroba nesta terça-feira, em função da falta de apetite dos compradores.

Segundo a IHS Markit, algumas indústrias ainda optam pela cautela nos negócios, de olho nas negociações envolvendo o mercado da China, país que vem pressionado os preços da carne brasileira, resultando em redução nas margens dos exportadores brasileiros.

Por sua vez, o consumo doméstico de carne vermelha começa a dar sinais de melhora, mas não o suficiente ainda para estimular uma corrida dos frigoríficos ao mercado comprador de boiadas gordas, observa a IHS.

De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, no mercado paulista, houve queda de R$ 2/@ na cotação da novilha gorda nesta terça-feira, enquanto os preços do boi gordo e da vaca gorda ficaram estáveis no Estado.

“O mercado segue pressionado para baixo”, relata a Scot.

Dessa maneira, o preço do boi gordo paulista segue cotado em R$ 273/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), informa a Scot.

O boi-China (abatido mais jovem, geralmente abaixo dos 30 meses) está valendo R$ 280/@ em São Paulo, também preço bruto, no prazo, acrescenta a Scot.

No mercado atacadistas, depois das altas observadas na segunda-feira (7/11), os preços dos cortes “As altas nos preços das carnes concorrentes, o fluxo aparentemente regular das vendas externas e indústrias frigoríficas ainda trabalhando com bons estoques devem manter um ambiente de preços firmes para proteína”, acredita a IHS.

Cenário da carne no MT – Segundo apurou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ambiente de baixa absorção no mercado interno acarretou em menor reposição das gôndolas nacionais, o que gerou alta nos estoques de carnes pelos frigoríficos do Estado.

“Diante disso, as plantas mato-grossenses acabaram forçando a compra de gado abaixo da referência média, o que preocupou os pecuaristas no fechamento de negócios”, afirma o Imea.

Segundo o instituto, analisando o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV – que mede as expectativas atuais e futuras dos consumidores em relação à situação econômica –, foi observado um recuo mensal de 0,40% em outubro/22.

No entanto, diz o Imea, as faixas de menor renda registraram melhoras nas expectativas de consumo, com aumento de 8,3% no índice da faixa de renda de até R$ 2.100/mês.

“Essa melhora, por corresponder com a maior massa populacional do País, pode impactar na alta do consumo de carne bovina no curto prazo”, avalia o Imea.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 8/11
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 262/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 228/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 244/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca R$ 246/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)