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Equipe de MS discute ações de erradicação da Amaranthus palmeri em MT

22 maio 2018 - 22h47Por Semagro

Uma equipe da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) formada pelo Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) Filipe Portocarrero, e o Engenheiro Agrônomo e Fiscal Estadual Agropecuário Pedro Martins Molina,de Maracaju e o Fiscal Estadual Agropecuário Cariston Hideo Ischida, de Naviraí, estiveram no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) participando da 2ª Reunião Técnica Nacional sobre Amaranthus palmeri e Catálogo de Exigências Fitossanitárias para o Trânsito Interestadual de Plantas e de Produtos Vegetais – CEFiTI, realizada de 08 a 10 de maio, em Mato Grosso.

O evento foi realizado pela Superintendência Federal da Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT) com o objetivo de compartilhar experiências fitossanitárias entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), órgãos estaduais de defesa sanitária e pesquisadores de outros nove Estados. A presidente do Indea, Daniella Bueno, destacou o pioneirismo no estado nas ações de erradicação da praga. “Sem dúvida alguma é um programa de sucesso. Em menos de três anos, 90% da praga já foi erradicada no estado. Um programa pioneiro e arrojado, que contou com a participação do setor produtivo e dos serviços de defesa que evitou a propagação da praga e consequentemente, prejuízos econômicos”.
 
O coordenador-geral de Proteção de Plantas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Paulo Parizzi, parabenizou a iniciativa dos envolvidos no programa. “Parabenizo a iniciativa da SFA-MT, Indea e Ima pelo trabalho realizado. Uma das ações do Ministério da Agricultura foi a de incluir a Amaranthus palmeri na portaria de pragas de alto risco e estamos trabalhando uma minuta para a normatização do trânsito de máquinas usadas e uma outra normativa sobre as medidas de controle e erradicação para a Amaranthus palmeri ”.
 
Para o diretor executivo do Instituto Mato-grossense do Algodão, Álvaro Salles, o evento é oportuno para a troca de informações entre os agentes envolvidos. “O atendimento foi muito ágil e conseguimos reduzir significativamente os exemplares da Amaranthus palmeri, graças ao trabalho intenso do Indea e do Ministério da Agricultura. Um bom exemplo de ação conjunta do setor público com a colaboração dos produtores”. Nos dias 9 e 10 de maio, os participantes visitaram as propriedades de Tapurah e Ipiranga do Norte, onde foram registradas ocorrências da erva daninha.
 
Filipe Portocarrero destacou a visita técnica aos focos e o treinamento sobre as medidas fitossanitárias adotas pelo Estado vizinho, como sendo essenciais para a eficácia do trabalho preventivo dos outros Estados. “Trouxemos as minutas de Mato Grosso para apreciação do nosso Secretário de Produção, Jaime Verruck e possível publicação”. Explicou, lembrando que as medidas devem ter foco principal no trânsito de maquinas agrícolas vindas de outros Países e devem contar com a parceria das instituições representativas do setor.
 
De imediato, como resultado da participação no encontro, e com bastante material resultado dos estudos promovidos pelo Estado vizinho sobre a praga, a Iagro deve editar recomendações técnicas, que serão encaminhadas ao setor produtivo através das Associações representativas do Setor, segundo explicou o chefe da DDSV de Mato Grosso do Sul. Segundo Filipe, uma capacitação dos fiscais agropecuários da Agência já está sendo preparada para que eles possam identificar e trabalhar de forma pró ativa na prevenção da praga.  
 
A reunião de abertura contou com a presença do superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT), José de Assis Guaresqui, da superintendente de Cadeias Produtivas da Sedec-MT, Érika Segóvia, e do diretor técnico do Indea, Thiago Tunes. A Amaranthus palmeri é uma praga oficialmente controlada pelo estado de Mato Grosso e foi identificada em 2015, no núcleo algodoeiro Centro Norte, em áreas normalmente cultivadas com rotação das culturas de algodão, soja e milho. É o primeiro relato da ocorrência da praga no Brasil. A Amaranthus palmeri é a principal planta daninha das lavouras de algodão nos Estados Unidos.
 
Em 2015 foi realizado um levantamento em 33 propriedades localizadas nos municípios de Ipiranga do Norte, Tapurah, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Campo Novo do Parecis. Foram encontradas plantas em três propriedades, sendo duas em Ipiranga do Norte e uma em Tapurah. Uma das medidas foi publicação da Instrução Normativa Indea-MT nº 086/2015, para a erradicação da erva daninha. A IN apresenta regras quanto ao trânsito de máquinas colhedoras de propriedade rural com ocorrência da praga, medida que visa evitar a disseminação de sementes da erva daninha. A saída de amostras da Amaranthus palmeri ou de solo, são permitidas mediante autorização do Indea.