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BOI GORDO

Enquanto preços do gado "comum" ficam estáveis, boi-China começa a reagir

Nas praças paulistas, houve valorização diária de R$ 5/@ nos negócios envolvendo o animal enviado ao mercado chinês, agora negociado em torno de R$ 320/@

27 julho 2022 - 07h33Por DBO Rural

Os negócios envolvendo bovinos que atendem ao mercado interno ocorreram paulatinamente, refletindo as escalas confortáveis dos frigoríficos brasileiros. Porém, quando o assunto é boi-China, tipo de animal abatido mais jovem (geralmente abaixo dos 30 meses de idade) e destinado ao mercado do país asiático, os negócios voltaram a esquentar nas praças do País.

Nas praças de São Paulo, conforme apurou a Scot Consultoria, nesta terça-feira (26/7), houve valorização diária de R$ 5/@ nos negócios envolvendo o animal com padrão-exportação (ao mercado chinês), agora negociado em torno de R$ 320/@ (preço bruto e a prazo). Em relação ao preço do boi “comum” (direcionado para consumo doméstico), o dia foi de estabilidade nas cotações da arroba paulista, de acordo com o levantamento da Scot.

Assim, a referência para o macho terminado continua valendo R$ 310/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 280@ e R$ 300/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Segundo apurou a equipe de analistas da IHS Markit, nesta terça-feira, o mercado físico do boi gordo seguiu com baixa liquidez de negócios, mas num ambiente de preços majoritariamente estagnados.

“Como as escalas de abate se encontram avançadas até o término da primeira semana de agosto, as indústrias optam por se abster das compras de gado, ao mesmo tempo que pecuaristas aguardam melhores condições de preços em balcão para retornar as negociações”, observa a IHS. Segundo a consultoria, a oferta atual de gado, em sua maior parte, é composta por animais oriundos de confinamento.

“Em grande parte, são operações realizadas em parceria entre frigoríficos e invernistas, bem como confinamentos e boiteis de grande escala”, informa a IHS. A disponibilidade de boi terminado em pasto já se encontra exaurida na maior parte das regiões de produção pecuária, acrescenta a consultoria.

Os altos patamares dos custos de produção atrasou o início do primeiro giro de confinamento neste ano e protelou a entrega dos lotes, dispostos ao mercado a partir de junho/22. No entanto, a IHS Markit captou que as distinções das atividades de confinamento entre as regiões produtoras do País também registram alterações no cronograma de entrega dos lotes.

Em Rondônia, o grosso das operações envolve lotes de animais alimentados em sistema de semi-confinamento. “A maior oferta desses animais (de RO) deve ocorrer a partir da segunda quinzena de agosto”, prevê a IHS, acrescentando que as chuvas na região deram suporte às pastagens, abrindo a possiblidade das operações intercaladas na engorda.

Por sua vez, nas demais regiões do Norte do País, o período de estiagem avança, mas a oferta de animais terminados segue enxuta. “As indústrias operam com os últimos lotes remanescentes de animais provindos de pasto”, afirma a IHS.

Na avaliação da consultoria, de maneira geral, o mercado do boi gordo ainda convive com a pressão de baixa empregada pelas indústrias. Porém, reforça a IHS, o volume de animais provindos do primeiro giro de confinamento não deve resultar em alongamentos mais expressivos nas programações de abate dos frigoríficos brasileiros.

Isso quer dizer que, em algum momento, a arroba do boi gordo deva começar a sentir mais pesadamente os efeitos da entressafra, ou seja, tenderá a subir de preço ao longo do segundo semestre.