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Enfrentando a lentidão do mercado, frigoríficos precisaram elevar suas ofertas

12 abril 2010 - 00h00Por BeefPoint.

A demanda interna e externa por carne bovina pode ser considerada firme, as chuvas ainda não cessaram e os pastos seguem bons, a reposição continua cara, as escalas não evoluem como os compradores desejam e os produtores mantêm suas expectativas de novas altas nos preços da arroba. Diante desse fatores, nesta semana a arroba do boi gordo voltou a subir nas principais praças pecuárias do país.

Nesta quarta-feira (07/04), o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 83,21/@, com valorização de 1,49% na semana. O indicador a prazo subiu para R$ 84,23/@, registrando alta de 1,63% no período analisado (31/03 a 07/04).

No mercado físico, compradores de todo o país têm reportado dificuldade para adquirir lotes de boi gordo. Como já comentamos à algumas semanas, em São Paulo os frigoríficos estão recorrendo à compra de animais de Estados vizinhos para conseguir completar suas escalas, o problema é que com o aumento da procura os preços da arroba em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais estão subindo quase que diariamente.

Frigoríficos consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Esalq/USP (Cepea) têm se mostrado preocupados com o atual cenário que envolve as aquisições de animais para abate e a venda de carne. Segundo divulgou o Cepea, "agentes da indústria comentam haver forte dificuldade no preenchimento das escalas, mesmo ofertando preços maiores aos pecuaristas. Na venda da carne, por sua vez, frigoríficos têm conseguido repassar os aumentos, mas temem que a aceitação do consumidor esteja próxima do limite".