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Embargo russo prejudicou pouco as exportações

11 janeiro 2012 - 11h45Por agência Estado

Os embargos russos à carne brasileira apresentaram um impacto negativo menor para a balança comercial brasileira de 2011 do que o esperado para o período, conforme o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Dados da pasta apontam que a redução de 19,6% das vendas para a Rússia foram compensadas, em parte, por um aumento de 14,7% das vendas para outros mercados.

O ministério informou que, no caso da carne bovina, houve queda de 1,1% das exportações para a Rússia no ano passado e aumento de 11,5% para outros mercados. Em relação à carne de frango, houve redução de 50,5% nas vendas para o país e aumento de 19,9% para outros países. No segmento de suínos, houve queda de 39,4% nas exportações para a Rússia e incremento de 7% para outros mercados.

– Portanto, o efeito Rússia foi compensado por exportações para outros mercados – disse Porto.

De qualquer forma, de acordo com o secretário, uma nova reunião entre os ministros de Agricultura dos dois países está prevista para ocorrer no dia 17 de janeiro. Isso porque haverá um encontro do setor de 19 a 21 de janeiro, em Berlim (Alemanha), e o evento servirá como um ponto de encontro entre as partes. O encontro ainda depende de confirmação, conforme Porto. A reunião servirá para debater o relatório produzido pelos russos que estiveram em missão recente no Brasil. O problema, de acordo com ele, é que o documento ainda não foi enviado ao governo.

– Sem relatório, não há reunião – explicou.

Porto argumentou que problemas com a Rússia não são uma exclusividade do Brasil.

– O país tem tradição de suspender as exportações de determinados estabelecimentos de vários países se não houver conformidade de legislação local – disse.

Essa postura era um problema até o ano passado, conforme o secretário.

– Com a entrada do país na OMC (Organização Mundial do Comércio), temos expectativa de que as relações melhorem, pois a legislação será comum e os dois países têm de se sujeitar a elas – considerou.