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Em recuperação judicial, Frialto marca nova assembleia de credores

01 dezembro 2010 - 00h00Por Assessoria Famasul

Depois de dois adiamentos, a expectativa dos credores do Frigorífico Frialto é de que a Assembleia Geral de Credores (AGC) marcada para esta quinta-feira (2) traga um desfecho para o endividamento financeiro que se arrasta desde 2009. 

O integrante da unidade jurídica da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), Gilceu Luís Richetti, que irá acompanhar a assembleia, acredita que dessa vez os credores poderão esperar por uma resposta definitiva.

“Amanhã deve sair uma decisão, já que o prazo de 180 dias do pedido de recuperação judicial terminou”. A assembleia tem início às 9 horas, em Sinop/MT.

Inicialmente marcada para dia 21 de outubro desse ano, a assembleia foi suspensa pela primeira vez com a justificativa de que o Plano de Recuperação apresentado antecipadamente pelo frigorífico havia sofrido modificações sem prévia informação. 

Tendo sido remarcada para o dia 10 do mês passado, a assembleia foi novamente adiada pelos credores bancários Banco Rural e Indusval Mulstistock sem apresentação de justificativa.

No último plano apresentado pelo Frialto, os credores estratégicos, categoria na qual estão os pecuaristas, teriam condições preferenciais no recebimento dos créditos.

A proposta prevê as seguintes formas de pagamento: os credores com crédito inferior a R$ 25.000,00 deverão ser pagos integralmente até 05 dias depois da homologação judicial do plano.

No plano inicial, o prazo era de 30 dias. No restante, o plano se mantém com a mesma proposição. O pagamento integral dos credores cujo crédito é superior a R$ 25.000 estaria sendo proposto em até 35 meses após a homologação. E no prazo de até 59 meses, o Frialto pagaria integralmente os demais credores.

Dificuldades. Os problemas financeiros do Frialto se agravaram em 2009, quando o frigorífico acumulava uma dívida de R$ 360 milhões.

A situação da empresa culminou no fechamento de cinco das suas unidades no País, uma delas localizada em Iguatemi (MS), em maio deste ano.

No total, são 217 credores de MS com valores a receber do frigorífico, um montante que fica na casa dos R$ 19 milhões.