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Em MS, produtores já se preparam para plantio de nova safra de soja

03 outubro 2011 - 13h29Por G1

Em Mato Grosso do Sul, as máquinas ainda trabalham para colher os últimos hectares do milho safrinha. No entanto, os produtores já começam a pensar na próxima safra da soja.

Na propriedade de agricultor Hilário Coldebella já está quase tudo pronto para o plantio do grão. Para tentar economizar nos custos, o produtor comprou, com recursos próprios, 80% dos insumos no mês de julho, quando o preço estava mais baixo. Depois, negociou parte da plantação antecipadamente.

“Para a próxima safra estamos com a expectativa de colher entre 48 a 50 sacas. Dessa previsão, 18 sacas foram gastos para a compra de insumos. Outros 10 a 11 sacas nós gastaríamos com diesel, mão de obra, despesa de maquinário e os demais custos. Então no final da colheita, se prevê que teremos um gasto total entre 28 a 30 sacas de soja”, calculou o produtor.

Com o fim do período de vazio sanitário para o plantio de soja, a expectativa é começar o cultivo nas primeiras semanas de outubro, assim que começarem as chuvas. O estado deve repetir nesta safra a mesma área plantada da safra passada que foi de 1,7 milhão de hectares da oleaginosa. Para isso, segundo a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), 95% dos insumos já foram comprados.

“A expectativa é que São Pedro faça a parte dele, com chuvas que a gente espera que venham acontecer nos próximos dias, para nós começarmos o plantio”, disse Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja-MS.

Muitos produtores de soja do estado ainda convivem com os prejuízos causados pela chuva na última safra. Além das perdas com a soja, o milho foi plantado fora da época ideal e não rendeu o esperado.

“Nós tivemos uma forte retração nos dias do preço em dólar da soja, nos Estados Unidos. O que afeta diretamente no preço pago ao produtor aqui no Mato Grosso do Sul”, disse o agrônomo, Lucas Galvan.

Para o ano que vem, a tendência é de adoção de praticas conservadoras até as incertezas terminarem. “O produtor está bem atento a essas possibilidades de frustração, de redução de preço e não deverá fazer grandes investimentos, pelo menos nesse momento. Se nós tivermos uma safra positiva, quem sabe no ano seguinte possa ter um produtor um pouco mais capitalizado, respirando um pouco mais aliviado e começarmos a fazer novos investimentos, ou adicionar agricultura em área de pastagens, principalmente degradadas em algumas regiões do estado”, completou Galvan.