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Diretor da Embrapa debaterá inovações tecnológicas no Fórum Rural Brasileiro

05 abril 2018 - 20h54Por Assessoria de Imprensa da Acrissul | Expogrande

O diretor-executivo de inovação e tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, vai debater as inovações tecnológicas para o agronegócio no “1º Fórum Rural Brasileiro - Riscos e Oportunidades para o Futuro do Campo”, que a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) e a Embrapa vão realizar nesta sexta-feira (6/4), das 8 às 17 horas, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, durante a 80ª Expogrande.

 
Para Cleber Soares, a inovação tecnológica deve estar presente em todas as etapas do agronegócio, visando, por exemplo, o fortalecimento das cadeias produtivas e da indústria agrícola brasileira. “Se as transformações na agropecuária brasileira nos últimos 40 anos ocorreram de forma vigorosa e em grande velocidade, o ritmo do ciclo de mudanças está ainda mais acelerado e as opções se ampliaram. Hoje, a celeridade das transformações nas cadeias de valor nos impõe uma nova dinâmica”, destaca.
 
Ele completa que era inimaginável que o Brasil passaria tão rapidamente de importador de quase todo alimento que consumia para um dos principais players no mercado global de alimentos. “Há não muitos anos, comer frango só em ocasião de festas ou na canja para enfermos. Quem saberia, há cinco anos, que a Alemanha produziria fibras a partir do lixo, enquanto algumas nações gerariam proteínas do cultivo de algas em tanques artificiais, competindo diretamente com produtos agrícolas? E sobre o futuro próximo? Em 2020, o pé de alface ou a saca de soja terão a mesma importância e preços de hoje?”, questiona.
 
O diretor-executivo de inovação e tecnologia da Embrapa ressalta que estamos mais perto das respostas para questões de agricultura e alimentação, quanto mais próximos estivermos da inovação. “A lógica produtiva está em constante transformação. Novidades na ciência surgem a cada dia. Está cada vez mais caro gerar e colocar ativos tecnológicos e produtos no mercado. A inovação e os negócios - no sentido amplo da palavra - têm de acompanhar a evolução e serem céleres para promover entregas e adoção de ativos tecnológicos, conhecimento e informação”, analisa.
 
Cleber Soares reforça que estamos em um momento ímpar de um novo ciclo de, permanentemente, olhar para o futuro, fazer escolhas e posicionar as instituições de ciência e tecnologia em um horizonte que se transforma sempre. “A inovação se tornou, definitivamente, diretriz vital para o reposicionamento e fortalecimento da ciência brasileira, como protagonista do agronegócio mundial, entregando resultados ao setor, ajudando a diversificar a base produtiva, a agregar valor, gerar renda, promover relevância para as instituições e valor e impactos para toda a sociedade”, avalia.
 
Para ele, o mundo espera que o Cone Sul seja responsável por abastecer 40% da demanda global de alimentos até 2050 e, olhando como oportunidade, é um grande negócio. “Independentemente de escala e tamanho, a agropecuária brasileira tem tudo para aumentar sua grande parcela de contribuição. A Embrapa, como instituição âncora para a evolução da agropecuária tropical, está atenta a esse futuro e busca, por meio de nova institucionalidade, conectar inovação como elemento chave para a agropecuária do futuro”, afirma.
 
Ele acredita que, nesse contexto, a EmbrapaTec, subsidiária integral da Embrapa, hoje em discussão no Congresso Nacional, poderá dar fôlego e dinâmica a novo modelo de inovação para a agropecuária, aumentando e dando agilidade à aproximação entre a ciência e os atores das cadeias produtivas, dos parceiros e dos mercados, e colocando-a em posição de protagonismo da agropecuária mundial. “Ela deverá, ainda, contribuir para ampliar o retorno do investimento em ciência, fortalecer seu orçamento, catalisar novas estruturas e modelos de negócios, além de reposicionar alianças e parcerias estratégicas direcionadas à realidade do mundo rural”, pontua.