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Confinamento é opção também para médios e pequenos

10 maio 2010 - 00h00Por Gazeta Digital. por Wisley Tomaz.

Muito utilizado pelos grandes criadores de gado, o confinamento agora se tornou uma alternativa também para pequenos, médios e pequenos produtores. A conclusão é do doutor em nutrição pela Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq/Usp), Flávio Geraldo Ferreira de Castro, um dos palestrantes do 6º Encontro Internacional dos Negócios da Pecuária (Enipec 2010).

Na palestras Confinamento sem Volumoso - Engordim, o pesquisador explicou que, por meio de um projeto desenvolvido a partir de uma parceria entre Agrocria - empresa goiana de nutrição animal com filial em Cuiabá -, Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade de São Marcos (SP), confinar gado agora é viável para todos, principalmente em Mato Grosso. "Neste Estado, em função do bom preço do milho, trabalhar com o sistema do confinamento sem volumoso proporciona um rendimento melhor para os pecuaristas, já que é utilizado o grão inteiro de milho na dieta dos animais e o confinamento dos bois no pasto".

Neste novo sistema de engorda, que a partir de conclusões das pesquisas agora pode ser conduzido no pasto, os animais são alimentados com dieta à base de 85% milho grão inteiro, misturados com 15% de núcleo protéico-mineral-vitamínico peletizado, produzido pela Agrocria, dispensando o uso de volumoso que sempre foi a base da alimentação em confinamento. Os resultados positivos foram constatados em termos de ganho de peso, consumo de alimento, conversão alimentar, ou seja, os animais não precisam necessariamente comer muito para ter ganhos, rendimento e acabamento de carcaça e custo por arroba produzida.

Um ponto importante do sistema de confinamento a pasto é a pouca estrutura exigida, pois a distribuição da dieta aos animais é mais simples do que no sistema tradicional, sendo possível tratá-los a pé ou com carroça, dependendo do volume, eliminando grande quantidade mão-de-obra, bem como gastos com óleo diesel ou aquisição e manutenção de máquinas, facilitando a adoção deste modelo também por pequenos e médios produtores. É necessário é a construção de um cocho com barris plásticos, por exemplo, que têm baixo custo.

O médico veterinário Flávio Castro, gerente de produtos da Agrocria, explica que quando desenvolvido em sistema tradicional de engorda confinada em currais, sem adaptação prévia, os animais sentem bastante a mudança da dieta com volumoso (capim) para dieta sem volumoso (milho grão inteiro). Assim, objetivando aprimorar este sistema, surgiu a técnica de manter os animais confinados no pasto, permitindo o acesso dos bois ao volumoso (pasto) durante o período de adaptação. Desta forma, os animais não passam mais por uma mudança abrupta na dieta, são mantidos a pasto, com lotação de 30 a 40 cabeças por hectare. O objetivo desta alta taxa de lotação é permitir a disponibilidade de forragem (pasto) apenas durante a adaptação dos animais à nova dieta, na primeira quinzena do confinamento. Quanto ao uso do milho inteiro, segundo o professor Flávio, diferente do volumoso, está constatado que o boi tem mais vantagem de ganho de peso ao ruminá-lo.