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Com previsão de clima seco e possíveis geadas nos EUA, grãos avançam na CBOT

15 agosto 2013 - 00h00Por Notícias Agrícolas
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, nesta quinta-feira (15), operam com forte alta. Por volta das 13h50 (horário de Brasília), os ganhos nas principais posições superavam os 20 pontos. O vencimento setembro/13, o mais negociado nesse momento, parece buscar retomar o patamar dos US$ 13/bushel, sendo negociadoa US$ 12,89. 
 
No mesmo caminho da soja, os futuros do milho também trabalham do lado positivo da tabela, com ganhos expressivos nos principais vencimentos. Os ganhos nas posições mais negociadas são de 16 pontos e, o vencimento dezembro/13, referência para a safra norte-americana, era cotado a US$ 4,71 por bushel, subindo 16,50 pontos. O trigo também avança, com altas de mais de 7 pontos.
 
O que estimula o avanço dos preços nesse momento no mercado internacional são as previsões de um clima menos favorável para o desenvolvimento da nova safra norte-americana. Para os próximos dias, o que os institutos de meteorologia apontam são dias mais quentes e secos nas próximas semanas. 
 
Além de terem que lidar com a falta de chuvas e temperaturas mais elevadas, as lavouras podem ainda ser atingidas por geadas precoces, as quais podem prejudicar significativamente a produtividade tanto da soja quanto do milho. 
 
"Isso ainda é especulação de mercado. Essa possibilidade se manifestou desde que o plantio atrasou nos Estados Unidos, e o momento mais frágil da soja é agora em agosto, e qualquer especulação de clima faz o mercado se movimentar. E os fundos incentivam isso, para depois entrarem comprando ou vendendo", diz o consultor em agronegócio Ênio Fernandes. 
 
Para Fernandes, a forte alta do dólar, que geralmente limita o potencial de alta dos preços no mercado internacional, não deve exercer esse papel e o mercado deverá se focar com muita atenção no desenvolvimento do clima nos Estados Unidos. "Nesse exato momento, o fator clima é muito mais importante do que o fator câmbio". 
 
O que também estimula as altas dos preços é a volta dos fundos à ponta compradora do mercado. "As compras começaram na segunda-feira, depois que o USDA diminuiu a produtividade, e as condições de clima que mudaram bastante. Nós temos também prêmios de clima sendo adicionados aos preços, por isso vemos o mercado ficar um pouco mais forte agora", explica o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da New Edge, de Nova York.