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CNA aponta que 40% da próxima safra de soja já foi vendida

30 setembro 2010 - 00h00Por Rural News MS

 Com a valorização da soja no mercado interno, cujos preços tiveram alta de 3,7% na semana passada, a tendência é os produtores rurais venderem antecipadamente sua produção. Cerca de 40% da produção foi vendida antes do plantio da safra 2010/2011 no Centro-Oeste. O atual cenário, reflexo das cotações no mercado futuro e da redução da oferta mundial, também incentiva o agricultor a aumentar a produção para o próximo ano. No entanto, o longo período de estiagem em 2010 nas principais regiões produtoras de grãos do País pode comprometer a colheita da próxima safra, alerta a superintendente técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosemeire dos Santos. Segundo ela, a questão preocupa porque pode atrasar o plantio da próxima safra e afetar a produtividade das lavouras, comprometendo a produção. 

“O prazo limite é a próxima semana. Se não chover, diminui a janela do plantio e aumenta o risco de perdas da produção”, explica a economista da CNA. O atraso do plantio não preocupa apenas os produtores de soja. O milho e o feijão, também com preços valorizados, podem ter suas lavouras prejudicadas. Desta forma, os produtores estão dependendo do início das chuvas para confirmar suas expectativas de plantio em relação à safra 2010/2011 e aproveitar o atual cenário favorável de preços. 

Segundo o boletim Custos e Preços, elaborado pela CNA, houve valorização média de 3,7% no preço da saca de soja em cinco regiões pesquisadas, em comparação à terceira semana de setembro. As maiores altas foram registradas em Unaí (MG), Rio Verde (GO) e Sorriso (MT), onde os preços médios subiram 5,12%, 4,88% e 4%, respectivamente. 

Milho – Depois de sucessivas desvalorizações no primeiro semestre, os preços reagiram, apresentando aumento médio de 2% nas regiões pesquisadas pela CNA. As maiores altas ocorreram nos municípios de Rio Verde (GO), de 5,89%, Passo Fundo (RS), com variação de 2,43%, e Primavera do Leste (MT), onde a alta ficou em 3,23%. A previsão de baixa na produtividade do milho nos Estados Unidos e a quebra na safra de trigo da Rússia contribuíram para a valorização do produto, além dos leilões de escoamento do milho destinado à exportação, realizados pelo Governo, que reduziram os excedentes no mercado interno. 

Feijão – A terceira safra não foi suficiente para conter a valorização da saca de feijão. Com o aumento da demanda e a oferta restrita, os preços dispararam nas regiões pesquisadas. Em Unaí (MG), por exemplo, ocorreu valorização de 37,44% em relação à semana anterior. A margem de lucro do produtor nessa região chegou a R$ 96,61 por saca. 

Boi Gordo – É outro mercado que continua em alta, influenciado pela baixa oferta de animais para abate e pela demanda aquecida. O clima seco na região Centro-Oeste também contribuiu para o atual cenário, pois há menos pastagem para o gado, o que atrasa a preparação do animal para abate. Segundo o boletim Custos & Preços da CNA, os preços da arroba do boi aumentaram na maioria das regiões pesquisadas na terceira semana de setembro. As principais variações aconteceram em Rondônia (1,42%), Mato Grosso (0,66%) e Tocantins (0,47%). 

Algodão – Depois de sucessivas altas, as cotações do algodão tiveram queda de 3% no mês. As maiores baixas foram observadas em Rondonópolis (MT), de 3,18%, e Rio Verde (GO), de 3,18%. Um dos motivos para esta mudança de comportamento dos preços foi o aumento da oferta do produto no mercado interno para evitar a concorrência do algodão importado. 

Leite – Os preços do litro do leite tiveram em agosto a terceira queda consecutiva no ano. Apesar do período de entressafra, quando os valores pagos aos pecuaristas costumam subir devido à redução de oferta do produto, houve aumento de produção nas principais bacias leiteiras do País, comportamento considerado atípico nesta época do ano. Os preços apresentaram retração média de 3,9% em comparação a julho, segundo levantamentos em cinco Estados: Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. As maiores quedas foram registradas em Minas Gerais, onde os preços recuaram 6,6% em relação a julho, Goiás (4,9%) e Rio Grande do Sul (3,29%).