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Clima de tensão diminui na fronteira entre Brasil e Paraguai

17 fevereiro 2012 - 10h35

O clima de tensão entre produtores rurais brasileiros, chamados de brasiguaios, policiais e executivos da empresa de agropecuária Benita S.A diminuiu nesta quinta-feira (16/2) na região de Mbaracayú, distrito de Alto Paraná, na região da fronteira entre Paraguai e Brasil. Há uma semana, os brasiguaios são pressionados a deixar uma área de mil hectares que ocupam devido a uma decisão judicial que dá direito à empresa a tomar posse da área.

De acordo com o embaixador brasileiro Flávio Roberto Bonzanini, os relatos dos brasiguaios afirmam que os policiais que estavam na região estão deixando o local e há sinais de retomada da normalidade. “Vamos continuar acompanhando o assunto. É preciso manter o alerta, pois o clima naquela região é de calmaria tensa”, diz Bonzanini. “Pedimos apoio para o comando da polícia de Alto Paraná para garantir a proteção e a integridade física dos produtores rurais. Recebemos garantias que isso ocorreria”, completa.

A disputa de terras na região de Mbaracayú ocorreu no mesmo período em que agricultores brasileiros enfrentavam sem-terra paraguaios, chamados de carperos, também no departamento (estado) de Alto Paraná. Há três semanas, brasiguaios e carperos reivindicam a ocupação de uma área agrícola na fronteira com o Brasil.

Os conflitos entre brasiguaios e carperos obrigaram o governo brasileiro e paraguaio a manter um canal constante de negociação para evitar o agravamento da situação. No começo deste mês, o embaixador do Brasil no Paraguai, Eduardo Santos, disse que há “um diálogo constante” com as autoridades paraguaias e que o “papel na embaixada e no consulado é de manter e zelar pelos interesses e segurança dos nacionais [brasileiros]”.