O confinamento bovino no Brasil alcançou 9,25 milhões de cabeças em 2025, alta de 16% em relação a 2024, segundo o Censo de Confinamento 2025, divulgado pela dsm-firmenich. O levantamento, que mapeia a atividade em todo o país, confirma o avanço da intensificação produtiva como estratégia central para ganhos de eficiência, previsibilidade e competitividade da pecuária nacional.
De acordo com o Censo, o volume de animais confinados em 2025 esteve distribuído em 2.445 propriedades localizadas em 1.095 municípios, evidenciando a ampla capilaridade do sistema. O estudo também mostra que, desde 2015, o confinamento cresce de forma consistente, acompanhando a profissionalização da atividade e a maior adoção de tecnologias de nutrição e gestão.
“O Censo de Confinamento é uma ferramenta estratégica para entender a dinâmica do setor, identificar tendências e apoiar decisões mais assertivas. Ele reflete o amadurecimento da pecuária brasileira e a crescente adoção de práticas que combinam produtividade, gestão e sustentabilidade”, afirma Walter Patrizi, gerente de Confinamento da dsm-firmenich.
Mato Grosso lidera crescimento
O levantamento aponta Mato Grosso como líder nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, avanço de 29,6% frente a 2024. Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos com 1,4 milhão de cabeças, com crescimento de 7,7% e 13,6%, respectivamente. O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de animais (+17,8%), enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco maiores estados, com 0,8 milhão de cabeças, mantendo estabilidade no ciclo.
Indústria acompanha intensificação do sistema
Para Túlio Ramalho, diretor da Unidade Operativa de Ruminantes da dsm-firmenich para Brasil, Paraguai e Uruguai, os números reforçam a necessidade de soluções cada vez mais precisas. “O crescimento do confinamento exige tecnologias confiáveis e sustentáveis. O compromisso da indústria é transformar dados em resultados práticos no campo”, destaca.
Na avaliação de João Yamaguchi, gerente de Gado de Corte a Pasto da companhia, os dados do Censo evidenciam a importância de estratégias integradas. “A suplementação nutricional é decisiva para extrair o máximo potencial dos sistemas produtivos. O produtor que combina dados, manejo e nutrição adequada atravessa os ciclos de mercado com mais resiliência”, afirma.
Fotografia de um setor em transformação
Ao revelar os resultados do Censo de Confinamento 2025, o estudo oferece uma fotografia atualizada da pecuária intensiva brasileira, marcada por crescimento, maior uso de tecnologia e foco em eficiência produtiva. Para o setor, os números reforçam que o confinamento segue como um dos principais vetores de modernização, gestão e sustentabilidade da bovinocultura de corte no país.




