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Cavalo pantaneiro, excelente opção para esportes equestres

Semana do Cavalo Pantaneiro segue até dia 12 na Expo MS. Para o presidente da associação de criadores da raça, Ayrton Bacchi, a feira é uma grande oportunidade para a divulgação do cavalo.

08 outubro 2009 - 22h25Por Via Livre Comunicação

Depois de se firmar como uma raça para trabalho, agora o cavalo pantaneiro está pronto para começar a ser visto em outros lugares além dos pastos das fazendas, as pistas de competições. Segundo Ayrton Bacchi, presidente da Associação dos Criadores de Cavalo Pantaneiro (ACCP), a raça tem mostrado grande aptidão para o esporte, especialmente nas modalidades que têm relação com a lida de gado. O cantor sul-mato-grossense Almir Sater prestigiou o evento.

“Agora, estamos colocando a raça para disputar competições de apartamento, laço e rédea, e ela tem se saindo muito bem. Tanto é que o campeão brasileiro de rédea em 2006 foi um cavalo pantaneiro”, disse Bacchi durante uma apresentação de animais que aconteceu na 1ª Expo MS.

Conforme o criador, a feira está sendo uma grande oportunidade para a divulgação da raça.

Origem

O cavalo pantaneiro é uma raça totalmente adaptada ao meio ambiente hostil das planícies alagadas. Durante séculos da presença de equinos na região, o cruzamento de três raças –lusitana, árabe e crioula argentina-, foi a base genética do animal. As outras características encontradas hoje nos animais, o próprio Pantanal se encarregou de adicionar ao produto final.

“A raça tem a musculatura dos membros dianteiros mais fortes da de outras, isso porque o cavalo precisa nadar muito, então exige bastante das patas da frente. Além disso, a pêlos no fim das pernas que desviam do casco a água que escorre, o que faz evitar problemas na pata”, aponta Waldir Alves de Oliveira, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que levou alunos do curso de medicina veterinária para conhecer os animais.

Na ocasião, ele lembrou que na década de 70 a raça quase que foi exterminada por cauda da anemia infecciosa equina. Um produtor levou para o Pantanal um cavalo inglês contaminado com a doença, sem nenhuma resistência contra a infecção os animais morriam e, além disso o governo federal baixou uma portaria determinando o sacrifício de todos os que tinham a enfermidade confirmada.

Hoje, superada as dificuldades, a cavalo pantaneiro é bem conhecido por sua excelente capacidade de trabalho, especialmente para realizar tarefas que exigem grandes caminhadas. “O pantaneiro tem um ângulo de escapula de 53º, isso resulta em uma passada mais suave, proporcionando maior conforto ao cavaleiro”, explica Oliveira.

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