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Brasil se esforça para melhorar sanidade de seu rebanho

15 dezembro 2009 - 00h00Por Revista Nelore-SP.

Um bom termômetro dos investimentos em sanidade é a atuação da indústria farmacêutica para o setor. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, reconhece que, no passado, quando ocorria uma cri¬se, havia um movimento de retração do consumo de produtos veterinários e abandono dos programas adotados.

"Hoje, diante da necessidade de se produzir mais no menor tempo possível, sem abrir mão de qualidade, os produtores de proteína animal estão mantendo os investimentos. O impacto da sanidade no custo de produção de bovinos é muito pequeno quando comparado com outros custos. O Brasil percebeu isso e não existe mais esse tipo de abandono que existia antes", afirma o presidente.

O faturamento total da indústria veterinária em 2008 foi R$ 2,689 bilhões. Desse total, 55,4% são referentes aos produtos para ruminantes. Ainda do total de R$ 2,689 bilhões, 34,3% refere-se aos produtos antiparasitários, 28% aos biológicos, 24% aos antimicrobianos e 13,7% a outros produtos.

Para 2009, apesar do cenário mundial de crise financeira, a indústria veterinária brasileira pode apresentar um crescimento entre 5% e 8%. E diante do aumento do consumo e dos investimentos em sanidade, a indústria deve melhorar esse resultado.

Salani acredita que, com a expectativa de crescimento da indústria nacional, a participação do Brasil no mercado internacional de sanidade animal tende a aumentar. Hoje, o país detém uma fatia de 15% desse mercado, mas a porcentagem deve crescer, já que houve uma estagnação da indústria veterinária no mundo.

"Em todos os segmentos de produção animal, hoje, o produtor sabe com clareza que é preferível investir na prevenção e no combate às doenças do que arcar com os prejuízos depois", garante o presidente. "Essa conscientização cada vez maior da importância de manter os planteis animais saudáveis, em conjunto com o trabalho de parceria desenvolvido entre a iniciativa privada e o governo, são fatores que garantem o sucesso na produção e nas exportações de carnes, demonstrando o empenho do País em manter um sistema de defesa sanitária eficiente, capaz de prevenir o aparecimento de doenças e de combater com rapidez eventuais enfermidades que possam surgir".

Para Salani, o maior desafio da indústria veterinária hoje é adequar os seus custos. "As empresas precisam produzir produtos que atuem na performance dos animais. Hoje, se destaca quem tiver preços competitivos e uma linha de produtos onde você leva benefícios mensuráveis para o criador,até porque a mudança no cenário mundial tem imposto ao produtor a necessidade de melhor produtividade, e a indústria veterinária precisa ser parceira do criador nesse processo", conclui.