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Brasil e Bolívia discutem fornecimento de gás natural durante encontro em Campo Grande

01 fevereiro 2018 - 14h41Por Notícias MS

Campo Grande sediou na terça-feira (30) um encontro com bolivianos para discutir sobre a relação comercial entre os dois países e o fornecimento de gás natural nos próximos anos, insumo essencial para o desenvolvimento industrial de Mato Grosso do Sul.

 
O governador Reinaldo Azambuja participou da abertura do evento, que contou com a presença do vice-ministro de Industrialização e Comercialização da Bolívia, Humberto Salinas. O titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), secretário Jaime Verruck conduziu os trabalhos com os bolivianos.
 
O fornecimento de gás natural a partir de 2019, quando termina o  contrato atual com a Bolívia, foi tema das discussões visto que o combustível é essencial para indústrias instaladas no Estado e há uma incerteza sobre o volume que será consumido mensalmente pela Petrobras a partir do ano que vem.
 
“Nosso intuito com essa discussão é aprofundar as relações internacionais e com o setor privado, que vai render bons frutos aos dois países em um futuro próximo. A compra direta do gás boliviano é essencial para nós, pois dele depende investimentos essenciais”, disse o governador Reinaldo Azambuja ao ressaltar a urgência do assunto.
 
A preocupação do Governo do Estado está em garantir o fornecimento de gás natural a  UFN 3, em Três Lagoas, que está sendo comercializada pela Petrobras sem o acesso ao combustível. Por isso, uma das interessadas na compra, o grupo russo Acron, participou da reunião com a Bolívia. Se assumirem a fábrica de fertilizantes, o grupo estima que precisará de até 3,2 milhões de metros cúbicos de gás até 2021.
 
Outro gargalo é o fornecimento para a termoelétrica em construção em Ladário, que vai precisar de 1,2 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2014. Para avançar as discussões sobre o contrato de fornecimento de gás, a Globas Participações e Energia também participou da reunião.
 
Atualmente a Petrobras tem contrato com a Bolívia para fornecimento de 30 mil metros cúbicos/dia, mas ainda não informou quanto vai precisar a partir de 2019. Diante desta incerteza, o Governo atua para fazer contratos diretos com o país vizinho e garantir investimentos.
 
“Hoje o gás natural é essencial para nós e enquanto não há uma decisão por parte da Petrobrás sobre o consumo de gás a partir de 2019, o Governo está perdendo duas vezes, nos negócios travados e na redução da arrecadação com ICMS, já que a estatal esta consumindo menos”, destacou o secretário Jaime Verruck.
 
O vice-ministro boliviano demonstrou interesse nas relações comerciais com o Brasil. “A União do Brasil com a Bolívia através das relações comercias vai permitir o desenvolvimento de ambos e Mato Grosso do Sul é parte integrante dessa negociação. Queremos fortalecer essa relação e por isso estamos aqui, para uma reunião frutífera”, disse Humberto Salinas.