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Mercado pecuário

Boi gordo: virada de mês com preços firmes e possibilidade de altas com retomada do consumo doméstic

Segundo a IHS Markit, a oferta de boiada gorda se mostra aparentemente mais enxuta, o que pode sinalizar uma tendência de preços minimamente firmes ao longo de dezembro/22

02 dezembro 2022 - 13h21Por José Roberto dos Santos
Boi gordo: virada de mês com preços firmes e possibilidade de altas com retomada do consumo doméstic

Nesta quinta-feira (1/12) de virada de mês, o mercado físico do boi gordo registrou boa liquidez em algumas regiões do País, condição que gerou suporte aos preços da arroba, garantindo fluidez nas comercializações de animais terminados, informa a IHS Markit.

“Escalas de abate mais apertadas e a expectativa de aumento nas vendas de cortes bovinos no atacado nos próximos dias mantiveram algumas indústrias frigorificas ativas nos negócios”, ressalta a consultoria.

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças do interior de São Paulo, referência para as demais regiões pecuárias brasileiras, os compradores iniciaram a quinta-feira com preços estáveis para os animais terminados.

Dessa maneira, a cotação para o boi gordo segue valendo R$ 280/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 270/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.

Por sua vez, o bovino destinado ao mercado da China (abatido mais jovem, com idade até 30 meses) está cotado em R$ 285/@ em São Paulo ( preço bruto e a prazo), informa a Scot.

Segundo a IHS, a oferta de boiada gorda se mostra aparentemente mais enxuta, o que pode sinalizar uma tendência de preços minimamente firmes ao longo de dezembro/22.

“Algumas plantas frigoríficas estão operando com escalas de abate mais curtas, inferiores a cinco dias”, reforça a IHS.

Além disso, os lotes de boi a termo (negociações antecipadas) em posse de algumas unidades de abate têm sofrido reduções nas últimas semanas, enquanto alguns frigoríficos encontram dificuldade na “originação” quando precisam ira ao mercado spot, continua a IHS.

Ao mesmo tempo, alguns compradores de gado seguem cautelosos, de olho na consistência do escoamento da produção de carne bovina no mercado doméstico, mantendo, assim, a estratégia de não gerar grandes excedentes nas câmaras frias.

“Em relação ao atacado, os preços dos cortes bovinos continuam estáveis e as vendas seguem em ritmo ainda relativamente devagar. O fator ‘consumo’ deve ser o ponto chave para atuar como um gatilho de avanços mais significativos nos preços da arroba no mercado físico do boi gordo”, ressalta a IHS.

Nesta quinta feira, informa a IHS, apesar de um ambiente de preços da arroba majoritariamente estáveis entre a maioria das praças pecuárias, ainda foi possível se observar alguns avanços pontuais.

Nas praças de Rondônia, por exemplo, as escalas de abate possuem volumes médios para uma semana e os frigoríficos locais tiveram que elevar as suas indicações de compra para garantir boiada gorda nas linhas de abate.

Com isso, informa a IHS, o preço do boi gordo na praça de Cacoal (RO) avançou de R$ 236/@ para R$ 241/@ nesta quinta-feira.

Nas demais praças, destaque para firme procura por novilhas no interior paulista e nas praças do Paraná, onde há relatos de negócios a valores quase que alinhados ao valor do macho, conta a IHS.

Retomada – Com a virada do mês, as expectativas se renovam para um consumo interno de carne bovina mais pujante e vigoroso ao longo de dezembro/22.

Além do incremento na demanda sazonal para o período inicial do mês (devido ao pagamento dos salários aos trabalhadores), há fatores particulares que podem contribuir para uma procura mais ativa nesta etapa final de 2022, observa a IHS.

“Espera-se que a população tenha maior poder de compra a partir do recebimento do 13º salário”, relata a consultoria, que acrescenta: “As festividades de final de ano e jogos da Copa do Mundo adicionam viés positivo para um fluxo mais contundente da proteína”.

Neste momento, a oferta dos cortes bovino, sobretudo carne com osso, permanecem regulares, porém peças do dianteiro registram sobreoferta.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 1/12
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 229/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca R$ 261/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)