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Assocon divulga 1º Censo do confinamento de SP

15 junho 2010 - 00h00Por Assocon.

A partir de agora a pecuária de corte paulista já conta com um estudo detalhado sobre o volume e a situação do gado criado em sistema de confinamento. O 1º Censo de confinamento Assocon para o estado de São Paulo mapeou ao longo de um ano, 121 estabelecimentos rurais percorrendo os 645 municípios em todas as regiões do Estado. A iniciativa é fruto da parceria entre a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), o Centro de Defesa Animal (CDA), subordinado à Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O censo mostrou um rebanho de 342.297 animais confinados em 2009 no Estado. A região de Araçatuba, no noroeste do estado, aparece na ponta do ranking com uma concentração de 40,4% do rebanho confinado do estado. Logo atrás, com metade deste percentual (21%), está Ribeirão Preto e adjacências, seguido por São José do Rio Preto (11,9%) e Bauru, com 10,1%. Outras praças pesquisadas nas mesoregiões de Araraquara, Assis, Campinas, Itapetininga, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Vale do Paraíba, litoral sul e região metropolitana da capital, somaram juntas 16,6% do confinamento estadual.

Na maior parte das fazendas que passaram pela enquete quem controla o gado confinado é o proprietário do local (66,1%), 26,4% possuem gerência ou diretoria para a tomada de decisões, sendo que 19% dos confinamentos pesquisados contam com um gerente. Segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, o censo traz a oportunidade para toda a cadeia de pecuária de corte, mas principalmente aos produtores, de planejar o negócio do confinamento. "Em um ambiente de altíssima competição e margens cada vez mais apertadas, saber o volume de animais confinados e a forma como esse rebanho está produzindo (estrutura, meio ambiente e responsabilidade social) é de fundamental importância para o pecuarista perante toda a cadeia".

"A importância destes dados extrapola o controle do volume de gado confinado", essa é opinião do diretor do CDA, João Carlos Hoppe, para quem os números auxiliam também na prevenção e no controle de doenças.