A pecuarista Maris Llonres concedeu uma entrevista ao site ElAgro.com.py para analisar o atual momento da pecuária no Paraguai. Para ela, o paÃs está muito bem posicionado em matéria genética e sanitária, mas que um imposto sobre a exportação é "um tema que preocupa imensamente", destacando que isso poderia ser "a morte de um paÃs".
Llonres destaca que "não faz diferença" que as plantas do JBS sejam compradas pelo Minerva, uma vez que "são duas plantas brasileiras e apenas vai haver uma mudança no nome". A pecuarista diz que "o importante é que a indústria frigorÃfica possa funcionar com o gado e a manutenção dos mercados, com qualquer nome, mas o benefÃcio do pecuarista é o benefÃcio da indústria, porque todos trabalhamos para viver".
Ela discorreu também sobre a possibilidade da criação de um Instituto Paraguaio da Carne, que, na sua opinião, deveria ter todos os componentes: o pecuarista, o rural e a indústria, tendo um acordo de todas as partes para, só assim, promover a carne paraguaia ao mundo. "Um instituto dá uma seriedade diferente ao paÃs", diz.
A grande fortaleza do Paraguai hoje em dia, na visão de Llorens, é a sanidade animal, já que o paÃs cumpre com todas as normas sanitárias. O pecuarista também compreendeu que "sem normas sanitárias, não podemos vender para o exterior", já que, muitas vezes, estas são impedimentos comerciais. "Tem que controlar, manter a sanidade e cumprir com o que diz a lei", explicou.
"Há muitos paÃses e nações que já não possuem nem lugar nem terra para poder continuar com a alimentação de carnes ou de grãos. Por isso, a América Latina é o lugar indicado para investir e continuar oferecendo alimento para o mundo inteiro", reflete.





