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Alta na arroba têm suporte nas escalas curtas, exportações e atacado

01 setembro 2017 - 00h00Por Notícias Agrícolas

Douglas Coelho, da Radar Investimentos, destaca que o mercado do boi gordo em São Paulo segue com frigoríficos subindo os preços de balcão devido à dificuldade de comprar matéria-prima e sem travas de boi a termo.

Mesmo com os preços em ascensão, o pecuarista não entregou estes animais. Ontem (30), como aponta Coelho, foi um dos dias mais críticos das escalas em São Paulo. Os pecuaristas procuram trabalhar de maneira "polida e contida" - além disso, há poucos que possuem animais terminados também.

As escalas estão ao redor de três dias úteis. Este, como ele avalia, é um prazo bastante curto para a indústria se abastecer, que não vinha sendo observado há tempos neste mercado. O abate caiu na comparação de julho com agosto.

Tradicionalmente, setembro e outubro são meses bons para o mercado do boi. A retomada em agosto alimenta essas expectativas. Os últimos dados mostram que as exportações podem ficar próximas das 120 mil toneladas no mês, uma alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Agosto também marcou uma reversão de um cenário negativo que influiu sobre o mercado durante o ano com fatores como a Operação Carne Fraca e o Funrural.

A demanda interna ainda é tímida. Há um desemprego elevado, que influencia na renda disponível da população. Entretanto, a carne bovina ganhou competitividade em relação a proteínas como a suína e a de frango.