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Ajuste entre oferta e demanda mantém o mercado do boi gordo sem espaço para grandes alterações

21 dezembro 2016 - 00h00Por Scot Consultoria

Empresas com escalas prontas até o final do ano são cada vez mais comuns, principalmente em São Paulo. Mesmo frigoríficos que compram somente no mercado spot começam a “fechar” as programações de abate de dezembro.

É claro que algumas dessas indústrias estão com nível de ociosidade elevado, o que permitiu esse alongamento das escalas. Mas, o fato de estarem com matéria-prima garantida para o abate que foi programado para as próximas duas semanas faz estes agentes ofertarem preços abaixo da referência.

O que chama a atenção é que, mesmo sem necessidade de compra para o curto prazo, as ofertas menores são quase sempre de, no máximo, R$1,00/@ abaixo da referência. Isso mostra como a disponibilidade de boiadas segue pequena e impõe um limite para baixa.

Os compradores que precisam de gado para os próximos dias, em São Paulo, por exemplo, ofertam até R$150,00/@, à vista. A venda ruim de carne dificulta pagamentos maiores. 

De forma geral, o mercado está muito ajustado e não deixa espaço para grandes movimentos nos preços, tanto para cima quanto para baixo.

No mercado atacadista de carne bovina, preços estáveis, mas com tentativas de repasse por valores maiores.