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Acrissul defende reformulação e ampliação da base para o Fundersul

01 dezembro 2011 - 18h04Por midiamax

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia,falou sobre o funcionamento do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul), onde destacou a necessidade de reformulação do imposto.

Chico Maia explicou que os recursos arrecadados da pecuária e da agricultura são divididos entre todos os municípios. “Já os recursos dos combustíveis são divididos proporcionalmente. Com isso, Campo Grande recebe mais e não te uma malha vicinal. São os municípios mais pobres que necessitam de recursos”.

De acordo com o presidente, a pecuária está nas regiões mais distantes e acabam recebendo menos recursos. “Precisa haver fiscalização para que os recursos não sejam usados no perímetro urbano”.

Maia ressalta a necessidade de mudar os critérios para a distribuição dos recursos. “Defendemos que seja os mesmos critérios, igualitários”.

Além disso, segundo o presidente da Acrissul, o percentual repassado aos municípios deve ser aumentado. “Hoje 25% fica para os municípios e o restante para o estado. Defendemos que sejam repassados 50%”.

Segundo Chico Maia, o grande problema das estradas está nas vicinais. “As vicinais que atendem as fazendas para o escoamento da produção”.

Para Maia, os municípios devem ser consultados para a definição das estradas que são prioridades. “A Acrissul defende uma maior participação dos produtores, por meio dos sindicatos rurais de cada município”.

Estradas

Chico Maia enfocou que os recursos não são suficientes para atender todas as necessidades dos municípios. “As prioridades estão nas estradas que atendam um maior número de produtores e escolas. E, que seja definido com a participação dos sindicatos rurais”, avaliou.

O presidente da Acrissul falou que as sugestões da entidade não são de oposição. “É apenas para que nós produtores rurais possamos sugerir, afinal o dinheiro é nosso”.
A Acrissul defende que o imposto seja cobrado não apenas dos produtores rurais, mas dos usineiros e das indústrias de papel. “Usineiros e papeleiros não pagam e são as carretas deles que mais estragam as estradas”.

Para Maia não é justo que apenas o fazendeiro banque as estradas. “Fazendeiro não pode pagar estradas para usineiros. Ele é o elo mais frágil da cadeia do agronegócio”.

Reformulação

De acordo com Chico Maia, está na hora de ter uma reformulação no Fundersul. “Ele existe há dez anos e já cumpriu o seu papel”.

Maia acredita que o melhor caminho seja a reformulação. “Precisa ampliar a base incluindo usinas e a indústria do papel”.