O chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa, Aloysio Nunes calcula em US$ 7 bilhões o aumento das exportações brasileiras para a União Europeia. Segundo Viana, o acordo representa uma conquista em um cenário internacional marcado pelo enfraquecimento de mecanismos multilaterais e pela fragmentação do comércio global.
“Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou.
“Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, ressaltou o presidente da ApexBrasil, ao analisar o potencial econômico do acordo. “É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo, só perde para a China, e o mais importante: é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou.
“A ApexBrasil se preparou e saiu na frente, buscando expansão do comércio com a Europa neste ano, em resposta ao tarifaço. Houve um aumento de 4% das exortações brasileiras para região, e isso aumentará ainda mais”, acrescentou Aloysio Nunes. Jorge Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco. “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia”, ressaltou.
Na indústria, o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa, até zerar, das tarifas sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).
Destacam-se os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol. Para o presidente da ApexBrasil, a combinação entre países do Mercosul, com economias tropicais e complementares, e uma das regiões com maior poder de consumo do mundo cria um cenário extremamente positivo. “O Mercosul se associa a uma das regiões com o maior potencial de consumo do mundo. O resultado será muito bom para todos, inclusive para o mundo”, afirmou.




