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Achada prova de que invasão em Sidrolândia foi orquestrada como uma ação de guerrilha

23 novembro 2009 - 00h00Por Jefferson da Luz

A Polícia Militar encontrou provas de que o grupo de indígenas que invadiu a fazenda Querência São José, em Sidrolândia, agia de forma organizada como uma milícia. Segundo o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, foi encontrado um tipo livro ata no qual consta como a invasão foi planejada executada, as escala dos turnos de vigia e o pior os nomes dos invasores com as respectivas armas que portavam e a quantidade de munição.

“Então dizer que são um grupo pacífico não é verdade. Pelo que vemos naquela espécie de ata, se alguma coisa não for feita, vai imperar a violência. É uma organização de guerrilha, pensada e bem orquestrada. Infelizmente, a legislação é contra nós [produtores]”, diz.
 
A fazenda Querência São José foi invadida em meados do mês passado por um grupo de índios da etnia Terena. Na quinta-feira (19), por volta das 12h, o governo do Estado enviou uma equipe de policiais militares para fazer a retirada dos indígenas. Não houve nenhum tipo de confronto com a PM, os invasores saíram sem resistência.
 
Maia conta que eles deixaram a propriedade destruída, com pastagens e cercas queimadas, carcaças de animais mortos por todos os lados, mais de 200 cabeças de gado desapareceram, além de terem quase que demolido a sede. “Se eles realmente querem as terras para eles, por que destruíram a casa?”, questiona o presidente. “É porque querem só fazer baderna”, responde.
 
De acordo com o ruralista, tudo indica que um advogado chamado Rogério era o cabeça de toda a invasão, mas não sabe o sobrenome dessa pessoa. Ele conta ainda que, quando os policiais chegaram os índios estavam bêbados e alguns tinham até usado drogas. Ele argumenta ainda que a fazenda é uma propriedade pequena, com pouco mais de 400 hectares totalmente produtiva. “A família tem a escritura das terras desde 1927, desde os tempos do Marechal Rondon. Portanto, esta invasão não faz nenhum sentido jurídico. Não vamos ser sentimentalistas e simplesmente dizer que a terra toda é do índio”, argumenta.
 
Maia elogiou a atitude do governo do Estado que atendeu prontamente a solicitação dos produtores e enviou a Polícia Militar para o local.
 
Ele destacou que a Acrissul é solidária com os fazendeiros da região e que vai se reunir para traçar forma de dar apoio mais efetivo a quem produz. “Se for preciso vamos colocar segurança particular nas fazendas”, adiantou.                                   
 
Há o temor de que, assim que os policiais deixem a área, a fazenda volte a ser invadida pelo mesmo grupo. Maia alerta para a possibilidade dos conflitos aumentarem muito em Mato Grosso do Sul, caso o governo federal não aja em tempo. “Aqui não é a Raposa Serra do Sul [área indígena em Roraima], lá é um ermo com pouca terra em produção, aqui estamos a poucos minutos da cidade de Sidrolândia. Temos muitas terras produtivas para todos os lados”.
 
Para solucionar o problema o ruralista propõe a indenização pela terra desapropriada. “Se a Funai [Fundação Nacional de Índio] quer a fazenda, que pague o que é justo por ela”.
 
Situação – Francisco Maia disse que presenciou índios bêbados nas estradas da região. “Vinha um rapaz de bicicleta que hora caia para um lado hora para o outro. Os policiais foram falar com ele, estava bêbado, e disse que tinha sido enviado pelo cacique para ver se os policiais tinham saído do local”, relata.
 
Para o pecuarista, a PM está de mãos atadas, pois não pode entrar nas aldeias para pegar as armas que estão em poder dos indígenas, e a Polícia Federal, só irá se for chamada pela Funai. “Mas a Funai não chama. É lamentável a situação de abandono em que vivem estes índios”.
 
Na região o clima está extremamente tenso, pois muitos produtores têm medo de que sejam pegos em emboscadas.