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Expo MS, o encontro do agronegócio, traz sustentabilidade como tema principal

02 outubro 2009 - 14h39
Expo MS, o encontro do agronegócio, traz sustentabilidade como tema principal

Responsabilidade ambiental, social e econômica. Esse é um dos assuntos que têm pautado diversos encontros e levantado polêmica entre produtores e ambientalistas em todo o mundo. E é a sustentablidade que a Expo MS, realizada de hoje (02) a 12 de outubro, traz como tema principal de suas palestras, stands, cursos e produtos.

 

“Atualmente esse é o principal debate dentro do agronegócio e nós queremos que Mato Grosso do Sul seja destaque nacional em responsabilidade socioambiental principalmente porque dentro do nosso Estado existe um dos biomas mais ricos e preservados do mundo”, comenta Cezar Machado, diretor da Acrissul. Ele enfatiza ainda que o produtor rural precisa de mais reconhecimento dos órgãos competentes e deixe de ser taxado por ambientalistas como “destruidor”.

 

A intenção da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) em levantar a temática é fomentar, informar e ainda buscar mais respaldos das autoridades para o agronegócio. “O segmento demanda um olhar ainda maior das autoridades, como forma de valorização, disse Machado, ressaltando ainda que “em meio a crise mundial, quem segurou a economia com 100% do superávit da balança comercial do Brasil foi o agronegócio”.

 

A luta dos produtores, que primam pela produção e preservação, é certificar os produtos produzidos, de forma a diferenciar e garantir a qualidade do mesmo desde a produção até a comercialização. Cezar Machado enfatiza que essa seria uma forma de incentivar e valorizar os produtos. “Temos que fazer valer o tripé da responsabilidade social e ambiental, mas de forma economicamente viável”, finaliza.

 

 

Expo MS tem stand "Pantanal Sustentável"

 

Uma das grandes atrações da 1ª Expo MS será o pavilhão Pantanal Sustentável, organizado pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO Pantanal Orgânico). “Vamos levar um pedaço do Pantanal à 1ª Expo MS”, diz o presidente da Associação Leonardo Leite de Barros. No pavilhão Pantanal Sustentável o público vai conhecer os processos produtivos da carne bovina orgânica, saber do potencial econômico e ambiental do Pantanal, onde são desenvolvidos projetos de valoração de produtos e serviços sustentáveis, com responsabilidade socioambiental e viabilidade econômica.

 

No espaço, que terá 350 metros quadrados, haverá estandes de empresas e entidades parceiras, além do espaço de convivência, onde acontecerão apresentações musicais, relançamentos de livros sobre o Pantanal e degustação de carne orgânica do Pantanal.

 

São parceiros da ABPO no pavilhão Pantanal Sustentável: WWF Brasil, Real H, Unipan, Organoeste, Embrapa Pantanal, SEBRAE, IPP (Instituto Parque do Pantanal), UNIPAN (União dos Pantaneiros da Nhecolândia), UPPAN (União dos Produtores do Pantanal do Nabileque), ACCP-MS (Associação dos Criadores do Cavalo Pantaneiro de MS), JBS Friboi, Premix, Alpasto Sementes, Associação do Vale do Rio Negro (AVRN), Escola de Qualificação Rural (Equali UFMS), Sociedade de Defesa do Pantanal (Sodepan), Funar, Famasul, Senar, Fibra Morena, MR Consultoria Rural, Coopers, Ferson, Allflex, Sistema Brasileiro do Agronegócio (SBA), NovoCanal, Conexão MS, Canal do Boi, Pecuária BR e Agrocanal.

 

Carne orgânica do Pantanal

 

Desde a sua criação, em 2001, a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) vem atuando na busca de alternativas que valorizem o bioma Pantanal como um local de produção sustentável que merece atenção especial de políticas públicas e de investimentos de capital privado. Atualmente a associação envolve 20 propriedades rurais localizadas nas sub-regiões da Nhecolândia e Nabileque, no Pantanal Sul-mato-grossense, ocupando uma área de mais de 110 mil hectares, com um rebanho estimado em 55 mil cabeças de gado.

 

Leonardo explica que toda a produção é abatida em MS, no frigorífico do parceiro JBS Friboi, girando em torno de 400 reses por mês, sendo distribuída para o Brasil inteiro. “O processo de certificação de uma propriedade orgânica dura de um a dois anos. Os animais deixam de usar produtos alopáticos, cria-se um novo sistema de bem-estar animal, com qualidade de vida para o animal e também para os funcionários da propriedade. Exemplo disso é que a Fazenda Rancharia, através de parcerias, mantém uma escola para atender as crianças que moram na região.

 

Ainda no âmbito social, todos os funcionários da propriedade têm carteira assinada, o que garante qualidade de vida a todos os envolvidos no processo. Além disso, temos um protocolo interno em que vamos além do que a lei ambiental exige, para agregarmos valor ao produto”.

 

O presidente da Acrissul ressalta a importância do pavilhão Pantanal Sustentável: “Nossa luta agora é alimentar a cultura pela busca do conhecimento e novas técnicas. Uma delas é a produção sustentável”, diz Maia. Esse é um dos principais assuntos debatidos atualmente que envolve um antigo embate entre produtores e ambientalistas e que desencadeia, inclusive, mudanças no Código Florestal Brasileiro”.

 

E o presidente da Acrissul, Francisco Maia, prima pelo fomento da pecuária sustentável e ressalta: “Somos exemplos em produção responsável, já que o nosso bioma do Pantanal apresenta mais de 85% de preservação da mata nativa, uma das maiores áreas de preservação ambiental do mundo”.

 

Fonte: ABPO