Os preços físicos do boi gordo seguem estáveis neste começo de semana nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Na avaliação da Agrifatto, esse comportamento reflete, de um lado, a oferta enxuta de boiadas, já que o pecuarista segue bem posicionado, sustentado pela boa condição das pastagens, o que permite segurar o gado pronto (ou em fase final de engorda).
Do outro lado, continua a consultoria, o consumo interno de carne bovina perdeu fôlego na segunda quinzena de janeiro, período tradicionalmente mais fraco, enquanto as exportações mostraram recuo relevante na terceira semana de janeiro/26.
“Tal conjuntura reduz a necessidade imediata de compra por parte dos frigoríficos, mesmo com escalas que atendem apenas oito dias, na média nacional”, observa a Agrifatto.
Portanto, o cenário atual é de queda de braço entre os agentes do mercado, complementa a consultoria.
Neste momento, ressalta a Agrifatto, “as indústrias tentam pressionar os preços da arroba para baixo, ajustando suas programações, diante do escoamento mais lento da carne, enquanto os produtores resistem, sem pressa para negociar, justamente pela menor dependência de venda no curto prazo”.
Nesse contexto, diz a consultoria, a decisão do pecuarista vai além da cotação pontual da arroba. “Pesa a qualidade do lote, a condição do pasto e, sobretudo, o ritmo de compra dos frigoríficos, que segue diretamente ligado ao desempenho do mercado interno e à retomada ou não da demanda externa”.
Por fim, resume a Agrifatto, o mercado indica cautela no curto prazo, com tendência de manutenção dos preços enquanto a oferta permanecer controlada, mas com limitações para avanços mais consistentes caso o consumo e as exportações não mostrem reação.
Os preços – Nesta terça-feira (20/1), a cotação da arroba do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 320, segundo os dados da Agrifatto. Nas outras 16 regiões brasileiras monitoradas pela consultoria, a média do boi gordo se mantém em R$ 303,80/@.
“Pelo terceiro dia consecutivo, as cotações andaram de lado nas 17 praças acompanhadas”, enfatiza a consultoria.
Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, na praça paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China” em R$ 322/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos os preços são brutos, com prazo).




