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Preço da arroba deve subir mais de 7% em 2018

28 fevereiro 2018 - 00h00Por Portal DBO

Após terminar 2017 com queda de 10% em relação ao ano anterior, o preço da arroba do boi gordo deve voltar a crescer em 2018. Na visão do analista da NF2R, Rodrigo Albuquerque, o atual comportamento do mercado futuro aponta que o preço médio da arroba cresça pelo menos mais de 7% ao longo do ano.

 
"O mercado futuro tem mostrado uma boa liquidez de contratos e as prováveis altas nas exportações e no consumo interno de carne devem sustentar as cotações", destacou ele durante o IV Encontro de Confinadores da Premix, realizado nesta terça-feira, 27, no Rio de Janeiro, RJ.
 
A perspectiva pode ser ainda maior, dependendo do desempenho das exportações ao longo do ano. O analista relembra que a expectativa inicial da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec) é que os embarques cresçam 10% em relação ao ano anterior. No entanto, em janeiro e fevereiro as exportações já subiram mais de 20% sobre o mesmo período de 2017.  “Muita coisa ainda pode acontecer, mas não seria nenhum absurdo se a cotação da arroba crescesse mais de 20%”, disse Albuquerque.
 
Outro indicador que aponta a firmeza dos preços foi a reabertura de plantas frigoríficas no ano passado, o que faz com que a indústria tenha que adquirir mais matéria prima para evitar o aumento da ociosidade.
 
"Esse movimento é bianual e acarreta em aumento nos preços de gado terminado”, explicou o analista, acrescentando que este ano o setor encontrará um cenário de maior concorrência em função da crise da JBS.
 
Embora as projeções sejam otimistas, Albuquerque reforça que não será um ano imune a riscos. O mais perigoso deles é que a retomada na demanda interna de carne não aconteça, uma vez que a produção deve aumentar. 
 
"O abate de machos não cresce há pelo menos dois anos e nesse período também aconteceu a retenção de matrizes. Isso nos leva a deduzir que existe uma grande quantidade de animais estocados nas fazendas que chegarão ao mercado neste ano. Por isso, é fundamental que o consumo reaja para equilibrar a balança”, concluiu.