De acordo com a análise de mercado da Agrifatto, em parceria com a Acrissul, divulgada nesta sexta-feira (23), o mercado do boi gordo permanece andando de lado, com negociações pontuais e ausência de movimentos consistentes de alta ou baixa.
A indústria reduziu o ritmo de compras em função da desaceleração das vendas de carne no mercado interno na segunda metade de janeiro, além da queda no volume exportado observada na terceira semana do mês.
Pelo lado da oferta, as boas condições das pastagens garantem maior capacidade de retenção por parte do pecuarista, que evita ceder a preços inferiores. Essa postura restringe a disponibilidade imediata de animais terminados, reduz a fluidez dos negócios e, em situações pontuais, força a indústria a ajustar positivamente as ofertas de balcão para recompor suas escalas de abate.
Apesar disso, a maior parte das plantas frigoríficas segue tentando conter os valores da arroba, com o objetivo de preservar margens, sobretudo aquelas mais expostas ao consumo doméstico, que permanece enfraquecido.
Já os frigoríficos com foco em exportação, mesmo diante da recente retração nos embarques, ainda demonstram demanda relativamente mais firme, sustentada pela oferta ajustada.
Com esse cenário, as escalas de abate permanecem curtas, reforçando o ambiente de estabilidade e cautela no curto prazo.
Baixa liquidez
O mercado físico do boi gordo apresentou baixa liquidez nas principais praças monitoradas pelo Cepea, refletindo um ambiente de cautela tanto por parte da indústria frigorífica quanto dos pecuaristas.
Foram observadas valorizações pontuais de até R$ 5,00/@ nas praças de Cassilândia (MS) e no Centro-Sul da Bahia. Nas demais regiões acompanhadas — como Goiânia (GO), Triângulo Mineiro (MG), Sorriso (MT), Dourados (MS), Noroeste do Paraná, Rondonópolis (MT) e Tocantins — as cotações permaneceram estáveis, indicando equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda. O boi padrão China em Mato Grosso do Sul encerrou a quinta-feira (22) cotado a R$ 307,00/@.
Em São Paulo, as negociações seguem travadas. Os produtores pedem R$ 330,00/@, enquanto os frigoríficos indicam ofertas entre R$ 320,00 e R$ 325,00/@, mantendo o impasse e limitando o fechamento de negócios.




