O mercado do boi gordo abriu a semana com preços firmes nas principais praças brasileiras, mas com baixa liquidez nos negócios. “As indústrias atuam com cautela, avaliando os resultados das vendas de carne no final de semana para traçar qual será a estratégica de compra de gado para os próximos dias”, destaca a consultoria IHS Markit.
Na avaliação do médico veterinário Hiberville Neto, analistas da Scot Consultoria, é provável que, no curto prazo, o mercado do boi gordo siga em patamares firmes. A abertura gradual de restaurantes e outros pontos de venda da carne no PaÃs pode garantir um mercado pecuário um pouco mais movimentado nas próximas semanas, prevê o analista.
Os pecuaristas, por sua vez, seguram como podem a mercadoria, especulando preços mais altos pelo gado terminado diante do avanço o perÃodo de entressafra e, consequentemente, a menor disponibilidade de animais para abate.
No entanto, a atual pressão altista na arroba encontra limitações no fraco desempenho do consumo doméstico de carne bovina. Segundo a IHS Markit, nesta segunda quinzena de julho, quando a população dispõe de menor poder aquisitivo, a demanda por proteÃnas nos grandes centros urbanos segue abaixo dos nÃveis esperados, impactada também pela menor confiança dos agentes econômicos, frente ao alto nÃvel de desemprego PaÃs.
As exportações de carne bovina, porém, continuam em ritmo forte, sobretudo para o mercado da China, o maior comprador dos frigorÃficos brasileiros.
No atacado, o escoamento dos principais cortes bovinos se manteve lento durante o último final de semana e os preços ficaram lateralizados.
Giro pelas praças
As cotações do gado gordo registraram leves ajustes positivos nesta segunda-feira no Mato Grosso, sustentados pela atuação de plantas exportadoras, que mantém os abates regulares, atendendo ao avanço da demanda externa.
Em Goiás, o preço da vaca subiu. A oferta restrita de gado na região tem emplacado forte pressão altista nas cotações, informa a IHS Markit. “Com dificuldades para repassar esses altos custos para os preços dos cortes nos atacados, as indústrias optam por adquirir mais fêmeas, que tem um valor menor em relação ao macho”, observa a consultoria.
Os negócios de boiada gorda também foram realizados a valores mais altos nas praças do Pará. A valorização da arroba se deve à dificuldade para encontrar grandes lotes de animais terminados no Estado.
Confira as cotações máximas do boi gordo e da vaca gorda nesta segunda-feira, 20 de julho, de acordo com a FNP:
SP-Noroeste:
boi a R$ 223/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 206/@ (Ã vista)
vaca a R$ 194/@ (Ã vista)
MS-C. Grande:
boi a R$ 208/@ (prazo)
vaca a R$ 195/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 208/@ (prazo)
vaca a R$ 195/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 193/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 194/@ (prazo)
vaca a R$ 186/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 192/@ (Ã vista)
vaca a R$ 185/@ (Ã vista)
MT-ColÃder:
boi a R$ 187/@ (Ã vista)
vaca a R$ 183/@ (Ã vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 210/@ (prazo)
vaca R$ 200/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 211/@ (prazo)
vaca a R$ 200/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 217/@ (Ã vista)
vaca a R$ 197/@ (Ã vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 218/@ (prazo)
vaca a R$ 205/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 216/@ (prazo)
vaca a R$ 205/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 220/@ (Ã vista)
vaca a R$ 213/@ (Ã vista)
RS-P.Alegre:
boi a R$ 220/@ (Ã vista)
vaca a R$ 213/@ (Ã vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 220/@ (Ã vista)
vaca a R$ 213/@ (Ã vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 208/@ (prazo)
vaca a R$ 200/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 206/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 206/@ (prazo)
vaca a R$ 196/@ (prazo)
TO-AraguaÃna:
boi a R$ 210/@ (prazo)
vaca a R$ 203/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 208/@ (Ã vista)
vaca a R$ 202/@ (Ã vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 191/@ (Ã vista)
vaca a R$ 181/@ (Ã vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 205/@ (prazo)
vaca a R$ 195/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 205/@ (Ã vista)
vaca a R$ 193/@ (Ã vista)






