Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi gordo e da carne bovina vêm se mantendo firmes neste primeiro mês de 2026, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor consumo. Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte vem das escalas de abate mais curtas, refletindo as demandas externa e interna relativamente aquecidas e a restrição da oferta no campo.
Pesquisadores explicam que, neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas.
Na parcial de janeiro, a escala média nacional de abate está em 7,8 dias, a menor para este mês desde 2021 (em dez/25, estava acima de 14 dias).
A média mensal do Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ está na casa dos R$ 319, enquanto a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registra média de R$ 23/kg, à vista.

Escalam mais curtas em todo o País
As escalas de abate estão mais curtas neste início de ano, com média nacional de 7,8 dias até 20 de janeiro, a menor para janeiro desde 2021. Esse cenário reflete a oferta restrita de animais no campo e a demanda interna e externa relativamente firmes têm sustentado o preço, mesmo em um período sazonalmente mais fraco para o consumo.
As menores escalas de abate em janeiro vêm sendo observadas nos estados do Rio Grande do Sul (de 4 a 5 dias), Pará e Rondônia (próximo de 6 dias). Em Goiás, a média é de 6,2 dias, seguido de São Paulo e Minas Gerais, de 7 a 8 dias, e na sequência, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, entre 8,5 e 9,5 dias.
Neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas.
O boi gordo apresenta estabilidade em termos reais na média nacional. No acumulado de janeiro (até o dia 20), a média do Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ está em R$ 318,87, recuo de apenas 0,58% frente a janeiro do ano passado, em termos reais (IGP-DI)




