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Competitividade de MS passa por redução nos custos de transporte

30 março 2012 - 03h08Por G1 MS

Mato Grosso do Sul fornece produtos para o Brasil e o mundo. Minério, soja, etanol, carne, papel e celulose são transportados todos os dias para os mais variados destinos. A qualidade dos nossos produtos chama a atenção dos compradores, mas a competição pelo menor preço nem sempre é justa por causa das distâncias. Quem cria e produz acaba gastando mais para despachar a mercadoria. A logística de transporte é ponto crucial para os negócios em vários setores, e afeta a competitividade do ramo da metalurgia, em Dourados.

No caso das fábricas de papel e celulose, as empresas escolheram a região de Três Lagoas por causa do fácil acesso aos estados de São Paulo e Paraná, e também devido à disponibilidade de terras para o plantio do eucalipto. Desde o começo do ano, a empresa de logística por ferrovias começou a transportar etanol de Campo Grande para o interior de São Paulo. São 200 milhões de litros por mês, e há capacidade para dobrar esse número. O etanol transportado é produzido nas usinas que ficam em Nova Alvorada do Sul, Maracaju, Rio Brilhante e Dourados.

Além de gerar redução dos custos, o transporte por ferrovia agiliza o processo de escoamento. Um único trem com 30 vagões como este é capaz de levar o equivalente a carga de 50 carretas. Usar os caminhos da água para levar a produção estadual também é outra alternativa apontada por especialistas como ideal para aumentar a competitividade. Mato Grosso do Sul tem vantagens no transporte fluvial. Estudos revelam que o custo do transporte hidroviário corresponde, aproximadamente, à metade do transporte ferroviário e a um terço do custo do modal rodoviário.

O transporte por hidrovia é uma das prioridades do governo estadual para os próximos anos. Quatro portos existentes no estado têm condições de serem usados para embarcar mercadorias. As negociações para a ativação já estão adiantadas nos portos de Ladário, Porto Murtinho, Bataguassu e Brasilândia. É pelas estradas que o Brasil faz circular grande parte da produção nacional. Já a malha ferroviária brasileira representa apenas 10% da estrutura existente nos Estados Unidos.

Isso mostra como dois países com grande extensão territorial pensam de forma diferente quando o assunto é transporte de cargas. No Brasil, o sistema rodoviário é responsável por 61% do volume de mercadorias transportadas. Nos Estados Unidos, as estradas representam apenas 26%. Mudar esse paradigma leva tempo e custa caro. Por isso, as rodovias são e continuarão sendo fundamentais para a economia brasileira. Em algumas regiões de Mato Grosso do Sul, os produtores nem sequer têm estradas para tirar a produção das fazendas.

O governo estadual reconhece o tamanho do problema e afirma que nos últimos anos o estado ganhou 1,1 mil km de novas rodovias pavimentadas. Para as ferrovias, o estado ainda tenta garantir investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Por enquanto, a única certeza no setor são os investimentos privados. Um consórcio formado por empresas que vão explorar a produção de minério no estado decidiu modernizar e ampliar a estrutura da malha ferroviária local. O investimento deve chegar a R$ 7 bilhões.