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Análise Acrissul-Agrifatto

Bezerro opera em patamar elevado, com preço real de R$ 14,88/kg

Os pecuaristas, capitalizados e com pastos recuperados pelas chuvas, retiveram a venda, forçando as indústrias a pagarem melhor

02 fevereiro 2026 - 14h10Por Da redação | Com informações da análise Acrissul-Agrifatto
Bezerro opera em patamar elevado, com preço real de R$ 14,88/kg

A última semana foi marcada pelo avanço no mercado físico do boi gordo, deixando para trás a lateralização que a acompanhava nas semanas anteriores. O indicador DATAGRO registrou  uma valorização semanal de 2,27%, com o preço do boi gordo cotado a R$ 325,21/@. 

Já o indicador Agrifatto apresentou uma média semanal de R$ 324,93/@, um incremento de 1,66%, na semana. Por sua vez, o Cepea fechou com uma média de R$ 325,21/@, avanço de 2,27%. O bezerro ficou cotado na média da semana em R$ 3.098,98/cab, leve valorização de 0,71% em comparação com a semana anterior. Já o preço por quilograma obteve avanço de 0,54%, sendo cotado a R$ 14,86/kg no comparativo semanal. 

De todos os ativos analisados, o milho apresentou o segundo maior recuo semanal, de 1,53% e média de R$67,19/sc. Os estoques do cereal estão com um incremento no comparativo anual e a boa colheita na primeira safra tem limitado reações positivas no preço. O farelo de soja por sua vez, seguiu na direção contrária e teve valorização semanal de 0,77%, ficando cotado a R$ 1.855,05/t. 

O dólar recuou 2,00% no comparativo semanal por influência da insegurança fiscal da moeda e uma desaceleração da inflação no Brasil, encerrando a semana cotada ao preço médio de R$ 5,22.

Clique AQUI e veja a análise na íntegra.

Movimentações do boi bordo
A última semana foi pautada por um sentimento de otimismo em todos os setores. com a proximidade da virada de mês e o retorno das aulas, o varejo precisou recompor estoques de forma agressiva, encontrando uma oferta de boi gordo extremamente restrita no campo. 

Os pecuaristas, capitalizados e com pastos recuperados pelas chuvas, retiveram a venda, forçando as indústrias a pagarem mais caro para preencher as escalas. Além disso, o mercado parece ter precificado e superado o temor inicial sobre as salvaguardas da China, voltando a focar nos fundamentos de escassez de oferta doméstica. Essa pressão altista foi capturada imediatamente pelo indicador DATAGRO, que encerrou a sexta-feira disparando 2,39%, cotado a R$ 326,59.

A resposta na B3 foi ainda mais intensa, com os contratos futuros descolando da realidade atual para projetar um cenário de boi escasso e caro no curto prazo. Com as condições climáticas favoráveis e pastagens recuperadas, o pecuarista ganhou fôlego para segurar o gado no campo, recusando os preços atuais e encurtando drasticamente as escalas de abate da indústria, que se vê obrigada a pagar mais para originar a matéria-prima. 

O mercado financeiro precificou essa escassez iminente, levando o contrato de janeiro a encerrar a R$ 325,40, enquanto os vencimentos seguintes surfaram na mesma onda. Fevereiro (R$ 340,00) avançou 3,77%, março (R$ 339,00) subiu 3,43% e abril (R$ 338,90) valorizou 3,37%. 

Diferente do início do mês, onde havia deságio ou prêmios tímidos, agora o diferencial é expressivo, especialmente a partir de fevereiro, que ostenta um ágio de R$ 13,41/@ sobre o físico. No fechamento do contrato de janeiro, ele encerrou o mês com um deságio de R$ 1,19/@, convergindo para baixo da referência física.