ExpoMS

Leilão Top Gir traz o que há de melhor da raça para a Expo MS

6 OUT 2009 • POR • 15h22
Denilson Lima de Souza, proprietário da vaca gir Fabel Utopia, que vai a leilão hoje - Via Livre

Hoje, 6 de outubro, na Acrissul (associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), será realizado o Leilão Top Gir MS. O certame acontece no tatersal Hélio Coelho, a partir da 20h, com transmissão pelo Canal do Boi. Os criadores ofertarão 45 lotes entre vacas, novilhas, tourinhos e prenhezes, das mais prestigiadas linhagens da raça Gir Leiteiro.Esse leilão terá participação dos melhores criadores e selecionadores da raça no MS.

A vaca Fabel Utopia, de Denilson Lima de Souza, estará à venda. O animal tem lactação oficial de 5.436 kg e é filha de Nobre da Calciolândia. Também estarão a disposição dois de seus filhos, um macho cruza com Impressor de Brasília e uma fêmea com Radar dos Poções.

O gado Gir Leiteiro, uma raça zebuína originária da Índia completamente adaptada para o clima dos trópicos. “É uma mostra muito interessante em termos de genética”, comenta Argeu Silveira, responsável técnico do Programa Genética Aditiva, que realiza a mostra.

Segundo ele, os animais que estão expostos na 1ª Expo MS formam a nata da raça e poderiam representá-la muito bem em qualquer outra feira do mundo. Mas, sobretudo, ele frisa que a genética hoje disponível no mercado beneficia principalmente o pequeno produtor, que busca a sustentabilidade, pois é um gado altamente adaptado com uma produção leiteira significativa.

“Mas tem de ser Gir Leiteiro, não adianta o produtor querer alta produção de leite se ele comprou um Gir de corte. Para ter a garantia de produção ele tem de compra touros de criadores comprometidos que tenha registro confiável de aptidão leiteira. Não baste ser Gir, tem de ser produtor de leite”, alerta.

Conforme Argeu, vão estar à disposição filhas dos melhores exemplares da raça no mundo, como: Oferenda, Proteína, Ametista, Ordenada, Tapuuia (todas da fazenda Brasília) e Nata (da fazenda Silvânia).“Estas são vacas que ultrapassaram a produção de 15 mil quilos de leite por ano”, comenta.

Argeu lembra que o trabalho de seleção que é feito pela Genética Aditiva é referência no controle leiteiro oficial. E, de acordo ele, todo este potencial está acessível a preços comercias. “São animais com um preço justo”, pondera.